Você deve conhecer alguém que está começando a fazer caminhada em busca de emagrecer. Só que tenho uma má notícia: caminhar não é um método eficiente para atingir esse objetivo.

Hoje viemos explicar o motivo da caminhada — que é tida como um santo remédio para a maioria das pessoas — não ser eficaz nesse sentido.

Sabemos que o mais importante para emagrecer é o deficit energético, ou seja, gastar mais energia do que ingerir. Sabemos também que a fonte da qual essa energia gasta provém não interfere no resultado. Portanto, gastar carboidrato em vez de gordura não significa menos emagrecimento.

Considerando uma pessoa de 70 quilos, vamos imaginar duas situações:

  • Andar em passos rápidos por 1 hora = 220 kcal
  • Correr em velocidade moderada (8 km/h) por 30 minutos = 300 kcal

Como podemos ver, com a corrida, além de usar metade do tempo despendido na caminhada, o gasto energético foi superior em quase 150%.

Vamos pensar também no estímulo fisiológico. Na mesma situação, se imaginarmos uma pessoa de meia idade saudável, sua frequência cardíaca andando não deve chegar a 60% da frequência cardíaca máxima. Isso configura um estímulo que chamamos de débil, que não origina adaptações fisiológicas e não promove nenhuma melhora.

Existem exceções, com certeza. No caso de um idoso ou de alguém com restrições físicas, qualquer estímulo é melhor do que nada. Mas, pensando em melhora física, é necessário aumentar o estímulo gradativamente e aos poucos evoluir para uma corrida.

Pensando ainda na questão do emagrecimento, o gasto energético gerado pela caminhada e pela corrida continua pequeno. Se o individuo não for muito pesado (mais de 100 quilos) ou muito condicionado (maratonista), o gasto energético gerado não será suficiente para compensar uma alimentação desregrada.

Lembre-se que é muito importante conciliar seu treinamento com a alimentação para que seja possível alcançar os resultados esperados.