"Existe mais escravidão hoje do que há cem anos" | ELH
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“Existe mais escravidão hoje do que há cem anos”

Harold Von Kursk, 24 fev 2014

Brad Pitt bate um papo com o El Hombre sobre “12 Anos de Escravidão”, favorito para levar o Oscar de melhor filme.

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“Os americanos precisam ouvir as histórias da minoria”

TORONTO – Nos últimos meses, Brad Pitt esteve em cartaz no Brasil com dois filmes. O primeiro foi Conselheiro do Crime, seu reencontro com o diretor Ridley Scott após trabalharem juntos em Thelma & Louise, de 1991. O outro é 12 Anos De Escravidão, do diretor britânico Steven McQueen, grande favorito para levar o Oscar de melhor filme. O longa conta uma história passada na Guerra Civil americana, sobre um negro livre (Chiwetel Ejiofor) de Nova York que é raptado e vendido como escravo. O ator falou com o El Hombre sobre estes dois projetos, além de uma possível continuação de Guerra Mundial Z.

Brad, o que fez você querer ser parte de O Conselheiro?

Há várias razões. Eu sou um grande fã de Cormac McCarthy [roteirista do longa]. Ele é um dos meus autores favoritos e eu acho que li cada palavra que ele é publicou ao longo dos últimos anos. Eu também queria trabalhar com Ridley Scott, que me ajudou a entrar no mundo do cinema com Thelma & Louise. E outra boa razão era poder trabalhar com Michael Fassbender. Eu sou um dos seus maiores fãs.

Você atua como um pequeno vilão no filme. Isso foi interessante para você?

Foi agradável interpretar alguém que está ligado a algumas operações de negócios perigosas e ilícitas. Eu trabalhei poucos dias no filme, mas foi um desafio interessante entrar na cabeça desse personagem. Me diverti bastante nesse filme.

Outro filme seu lançando recentemente é 12 Anos De Escravidão, que você também ajudou a produzir. O que você pode nos dizer sobre esse projeto?

Foi uma experiência transformadora participar deste filme, por tratar de um assunto que nos lembra de nossa humanidade e da responsabilidade para com o outro.

Contar a história da escravidão americana foi importante para você?

Sim. Há algo de grande nesse trabalho. A maioria dos americanos tem de ouvir a história da minoria. A escravidão é uma grande parte da história do país que não podemos negar. Achamos que entendemos isso e está resolvido, mas talvez esse não seja o caso.

Você acha que esse é o tipo de filme que vai provocar uma série de questionamentos dos americanos sobre a sua história?

Eu espero que sim. É sempre importante chegar a um acordo com o passado e refletir sobre como sua sociedade evoluiu e como o presente é tão influenciado por eventos importantes da história. Uma outra coisa que as pessoas podem não perceber é que existem ainda mais pessoas na escravidão hoje do que há cem anos. O tráfico humano é uma terrível realidade que o mundo civilizado precisa combater.

Mudando de assunto, será que vai haver uma continuação de Guerra Mundial Z?

[Sorriso] Estamos trabalhando em um monte de ideias. Quem sabe? Eu gastei bastante tempo para fazer o primeiro e eu ficaria muito feliz se pudéssemos trazer de volta alguns desses elementos do mundo dos zumbis e criar outra boa história.

Atuar ainda é tão significativo para você hoje como era no início de sua carreira?

É diferente. Estou muito feliz com os projetos em que eu estou envolvido ultimamente. Eu ainda tenho uma grande paixão por contar histórias. Isso tem sido uma boa parte da minha vida desde que eu era uma criança, quando meus pais me levavam ao cinema. Como ator, eu adoro ser capaz de explorar todos os aspectos complexos da natureza humana e de ver como nós estamos constantemente em várias fases de conflito uns com os outros.

publicado em » Cinema/Televisão

Sobre o autor: Harold Von Kursk

Alemão, naturalizado canadense, Harold tem 52 anos e é, além de jornalista, diretor de cinema. Em mais de 20 anos, entrevistou atores e cineastas para a mídia americana e europeia. Com todos teve grandes conversas. Exceto por Scarlett Johansson. "Ela é uma linda diva mimada", diz.





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