O manual da mulher cafajeste
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O manual da mulher cafajeste

Fabio Hernandez, 10 dez 2012

Uma leitora que seu autointitula “Fêmea Cafa” nos deixou um recado em que descreve as características de sua espécie  com detalhes.

“Dou e descarto sem piedade”, ela disse para nós

Não raro os comentários são melhores que o texto do qual nasceram. Isso aconteceu no meu antigo blog, dois anos atrás. A história da “Srta Y”, a garota que se entregou a um homem na primeira vez em que saíram e depois foi objeto de desprezo, gerou uma discussão, no meu entender, extraordinária. Decidi trazer para cá, para a vitrine, um comentário particularmente intrigante, assinado apenas pela “Srta R”. Pelo teor, é compreensível que ela prefira não ser identificada. A “Srta R” diz ser executiva de uma empresa em algumas de cujas reuniões aparece sem nada sob seu tailleur de grife, apenas para se divertir um pouco entre infindáveis slides de Power Point.

“Srta R” se definiu como uma Cafa Fêmea, em contrapartida ao homem que possuiu cedo e largou também cedo a “Srta Y”.  Tanta repulsa provocou a frieza daquele homem que alguém chegou a qualificá-lo como Mona. Não descarto a hipótese, francamente, e não estou dizendo isso em represália ao fato de minha mãe ter sido insultada por ele. É que tanto desprezo por mulheres pode esconder, conforme li numa biografia de Jung, um ódio enorme de si próprio e sua condição de homossexual escondido. Terá sido a “Srta Y” vítima não de um homem bruto mas de alguém que não aceita a si mesmo no campo do sexo? Ou simplesmente, como foi colocado com alguma corrosão, um Mona inconformado?

Não sei. Talvez nunca saibamos.

O que fiquei sabendo, na rica discussão que está sendo travada, é que existe a Cafa Mulher. Ela se auto-descreveu detalhadamente. Copiei-o e colo-o agora para que seja lido por mais gente. Aos leitores homens, o auto-retrato sucinto e desconcertantemente franco de “Srta R” pode servir de alerta para que evitem mulheres interessadas apenas em usá-los e descartá-los. Às mulheres, pode ser uma forma de verificar em que grau podem, ou não, ter sintomas da Mulher Cafa.

Não simpatizo com gente como “Srta R”, confesso, mas admirei o candor, ou cara de pau, ou cinismo, com que ela se referiu ao próprio futuro. Disse que, quando estiver velha e já não atrair homens e nem desejá-los, se tornará “monja budista” e fará palestras de autoajuda com as quais imagina que garantirá uma velhice luxuosa. Outras mulheres fazem isso, segundo ela. Não quero discutir assuntos religiosos neste fórum, e tenho vários amigos budistas ou semibudistas que talvez esbofeteassem a Cafa Mulher por essas palavras profanadores. Enfim, vamos à descrição que R fez dela mesma:

  1. Dou e descarto sem piedade.
  2. Só vou para a segunda vez com o mesmo cara se ele foi ma-ra-vi-lho-so.
  3. Me comendo, se pensei na minha maquiagem durante o sexo, nevermore.
  4. Um jantar antes num restaurante que eu escolho é essencial. A conta é dele, evidentemente.
  5. Detecto Cafa Masculino no ato. Sem chance. Cafa com Cafa num dá.
  6. Na empresa, em que sou gerente de marketing aos 27 anos, me visto e ajo como se fosse uma workaholic virgem. De vez em quando, para me divertir, estou sem calcinha sob meu tailleur de grife numa reunião com diretores chatos e velhos como uma ópera nas quais a língua falada é o inglês caipira de Arkansas.
  7. Jamais saio com chefe, colega e muito menos subordinado.
  8. Tenho um vibrador, nickname Brad, para preservar a auto-suficiência, um item vital para a Cafa Fêmea.
  9. Se sinto que estou me apaixonando, desapareço por mais que doa. Sei que estou me livrando de uma dor ainda maior no futuro.
  10. Tenho o maior desprezo pelo amor romântico.
  11. Não chamo nunca o cara pelo nome para não cometer erros desnecessários.
  12. Brochou? Sem segunda chance. E ainda leva uma gargalhada como recompensa.

Não sei se rio ou se choro. Certo é que não quero cruzar com “Srta R” ou nenhuma outra Cafa Mulher. Tio Fabio, um falecido homem sábio do interior, dizia que muitas vezes a melhor companhia de alguém é a completa solidão.  Neste caso, é verdade absoluta.

“Se sinto que estou me apaixonando, desapareço por mais que doa, porque sei que no futuro será pior”

publicado em » Relacionamento, Sexo/Relacionamento

Sobre o autor: Fabio Hernandez

Fabio Hernandez, o Homem Sincero, escreve sobre relacionamento há quase uma década para revistas como VIP e Criativa. A Editora Camarinha lançou uma coletânea de suas melhores crônicas.

  • Alex Ferreira

    Deus me livre, quero passar longeeeeee dessas mulheres cafas!! Cada absurdo!!!

  • Maicon Pinheiro

    Meu Deus, que pena dessa mulher.

  • Bruno Vitor

    Afffff. Que mulher estranha. Tem como passar meu número pra
    ela ?

  • Bruno Souza

    Ela com certeza nao era assim! Ela aprendeu com os proprios cafa na sua jornada! Quantas dores ela nao deve ter passado pra chegar neste estagio? Quem nao sabe brincar nao desce pro play!!! Ou chumbo trocado nao doi! Mas prefiro essa: tudo vale a pena quando a alma nao e pequena!!!! Muitas vezes as pessoas sao o nosso proprio reflexo…





Você acha que é vergonhoso para um homem apanhar de uma mulher?

 

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