Em 2011, com a aterrissagem perfeita do Atlantis em Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, a National Aeronautics and Space Administration (NASA) encerrou suas atividades com ônibus espaciais.

A diminuição progressiva do orçamento da maior empresa pública de missões fora do planeta deu possibilidades para que companhias privadas passassem a atender a uma demanda por conhecimento no espaço, além de financiar as primeiras viagens de muitos civis para fora do nosso planeta.

A NASA existe desde 1958, há 56 anos – a organização completa 57 no dia 29 de julho -, e tinha o programa dos ônibus desde 1972. A instituição ainda mantém a Estação Espacial Internacional, que foi para o espaço em 93.

Todos os empreendimentos da estatal abriram espaço para empresas privadas começarem a investir em suas próprias aeronaves.

O primeiro turista espacial civil foi Dennis Tito, um engenheiro norte-americano multimilionário. Ele fez uma visita até a Estação Internacional da NASA em 2001 que custou 20 milhões de dólares.

Com contatos em empresas de investimento, Tito anunciou publicamente em 2013 que gostaria de financiar viagens privadas ao nosso planeta vizinho Marte até 2018.

Agora dê uma olhada nessas 4 empresas de viagens espaciais que pretendem ser uma NASA privada.

A companhia do dono da Tesla Motors e fundador da PayPal

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A primeira empresa privada, e a mais popular, surgiu apenas em 2002. Seu nome é SPACE X.

Para entender a SPACE X, é necessário saber quem é o sul-africano Elon Musk. Atualmente com 43 anos, ele fez o que muito executivo não conseguiu em uma vida inteira.

Criou a Zip2 em 1995, bem antes da bolha das empresas.com, o que fez com que faturasse cerca de US$ 300 mil até 1999. Surgida a crise que afundou as companhias de tecnologia e de internet, ele criou a X.com.

Essa nova companhia comprou a Confinity que tinha um serviço de pagamentos chamado PayPal. Musk reformulou todo o serviço e focou todos seus esforços neste negócio de comércio digital. Em 2002, o PayPal foi comprado pelo eBay por US$ 1,5 bilhão. Elon Musk recebeu US$ 150 milhões em cash.

Milionário, o empresário achou que deveria ousar mais e criou a SPACE X. Criou a série de foguetes Falcon 1 e 9, mas somente em 2012 o veículo Dragon chegaria na Estação Espacial Internacional da NASA.

No final de março de 2014, Elon Musk deixou imagens do lançamento de um foguete sob licença Creative Commons na internet, ou seja, em domínio público e aberto, assim como faz a estatal norte-americana. No dia 10 de abril, foi divulgado também um vídeo em qualidade 4K no YouTube da SPACE X.

Mas o universo de Musk não é apenas de software e o de foguetes. Graças ao conhecimento espacial que ele acumulou com o passar dos anos, ganhou uma nova oportunidade durante a crise econômica norte-americana de 2008. O executivo assumiu o cargo de presidente e diretor de arquitetura da montadora Tesla.

Graças ao seu trabalho, a empresa lançou o veículo elétrico Roadster que vendeu 2500 unidades em 31 países ao redor do mundo

A aventura especial de Richard Branson

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Se a SPACE X é uma empresa de viagens espaciais pioneira e com dono jovem, a Virgin Galactic é comandada pelo experiente inglês Richard Branson (64) desde 2004. Como parte de um grupo que funciona como gravadora, selo musical e rede de lojas de varejo, a companhia se especializou em turismo espacial e lançamento de satélites.

Com adiamentos desde 2008, a SpaceShipTwo falhou no lançamento em abril de 2013, devido a problemas de motor. Pessoas estão pagando cerca de US$ 200 mil para viajar ao espaço. O foco de Branson com sua companhia é fazer viagens de luxo para fora do planeta.

O empreendedor, no entanto, precisa de um conhecimento técnico maior para evitar falhas técnicas e promessas furadas de transporte humano espacial de sua empresa.

A empresa azul do dono da Amazon

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Jeff Bezos (51) é presidente de uma das maiores varejistas online do mundo, da Amazon, e comprou em 2013 o jornal Washington Post. Com uma gama diferente de negócios, ele sempre quis empreender em missões espaciais e criou, em segredo, a Blue Origin em 2000. A companhia só entraria no conhecimento público seis anos depois.

Na contramão de Richard Branson, Bezos quer fazer viagens no infinito escuro por um preço reduzido. Seu sonho de criança é construir colônias e hotéis espaciais com cerca de dois ou três milhões de pessoas.

Em 2015, Jeff Bezos está fazendo os testes finais de um motor chamado BF-3, que será embutido em uma espaçonave New Shepard. Ela seria capaz de sobrevoar cerca de 100 km sobre a Terra, para que as pessoas vejam o nosso imenso planeta azul.

A iniciativa é um claro desafio à Elon Musk da SPACE X, que intensificou seus voos técnicos neste ano.

Viagem espacial por crowdfunding

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A empresa Planetary Resources é a mais recente, foi criada em 2010 e é presidida pelo grego Peter H. Diamandis (53). Eles lançaram uma campanha no site Kickstarter de financiamento coletivo para lançar as aeronaves Arkyd 3 Reflight para tirar fotos no espaço.

Mais de 17 mil pessoas doaram US$ 1,5 milhão para este projeto, que será lançado no dia 13 de abril de 2015. A empresa também já comercializa modelos de satélite.

Este ano, cheio de iniciativas destas quatro grandes empresas, com finalidades e formas de financiamento diferentes, pode ser recheado por viagens espaciais.