Dodge Challenger HellCat, o verdadeiro American muscle car

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O Dodge Challenger SRT Hellcat 2015 cumpre tudo o que a Chrysler prometeu quando anunciou que lançaria um esportivo com mais de 600 cavalos. Ele recebeu como coração o motor mais potente já fabricado pela Dodge, um V8 de 6.2 litros com um turbocompressor capaz de gerar insanos 717 HP. É tanto poder de fogo que dificilmente será desfrutado em sua total plenitude por algum simples mortal.

E ele tanto pode se comportar como um gatinho tranquilo, bancando o carro de passeio, como também pode virar uma fera assassina comedora de asfalto com apenas um toque. Tudo no carro é configurável: câmbio, suspensão, diferencial e por aí vai. Ao todo, somam-se 125 combinações diferentes.

A ideia de reviver os tempos de glória dos muscle car americanos é evidente. As luzes traseiras, inclusive, remetem ao desenho usado pelo modelo da década de 70 – que é uma lenda. Basicamente, american muscle car é um termo que se refere à carros americanos de alta performance de 2 portas e com motores poderosos.

O mais curioso é que o Challenger vem com duas chaves, uma preta e uma vermelha. Ambas são codificadas e servem como itens de segurança.

Explicando: A chave preta mantém o animal sob controle. Ao usá-la, o carro libera “somente” 507 cavalos para o motorista. Então, caso você precise emprestar seu carro para alguém, dê a ele a chave preta. Já a vermelha, literalmente abre as portas do inferno. Ela derruba todos os limitadores e libera a potência total da máquina, capaz de deixar muitos Mustangs Shelby perdidos em nuvens de poeira.

As vendas começam neste segundo semestre, mas, como sempre, apenas lá na terra do tio Sam. Aqui no Brasil o processo de homologação desses motores é muito complicado em virtude da qualidade de nossa gasolina. Para os americanos, bastará desembolsar US$ 60 000 (na versão completa com câmbio automático) para levar um desses para casa. E ainda investir mais uma grana para construir uma jaula na garagem para guardar essa fera.

Maurício Souza

Profissional de TI, colecionador de miniaturas, apaixonado por carros, viciado em tecnologia e escritor amador nas horas vagas. Quando não está trabalhando ou jogando PS3, Mauricio Souza está explicando para as pessoas que ele não é o pai da Mônica.

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