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Esse trabalho artístico coloca drones para dançar e impressiona poeticamente

Thiago Sievers
Thiago Sievers Head de Parcerias

Os drones foram desenvolvidos para uma função específica: militar. Ou seja, para matar pessoas. Dura realidade, não? E eles são muito úteis nessa função.

Mas nem tudo são trevas. Os drones acabaram invadindo outros universos – e universos que têm propostas mais harmonizadoras, digamos assim.

Esses pequenos veículos aéreos começaram a ser utilizados também em resgates, por exemplo, transformando completamente a proposta inicial. Atualmente nós sabemos também que várias empresas estão crescendo os olhos nos drones para poder realizar entregas de mercadorias com mais agilidade. Pesquisas científicas igualmente se beneficiam da tecnologia, que pode auxiliar no monitoramento ambiental, na agricultura e em muitas outras áreas.

E, por fim, os drones também invadiram o universo artístico. Diversos fotógrafos e cineastas têm utilizado as possibilidades de elevar suas câmeras aos céus para registrar seus trabalhos.

Mas, como arte não limites, há quem veja nos drones possibilidades artísticas além dos recursos técnicos.

É exatamente o que mostra o trabalho do grupo de dança Elevenplay e do estúdio de design japonês Rhizomatiks .

No projeto “Shadow”, eles unem os movimentos de pequenos aviões aos de uma dançarina para fazer um belo ballet. O trabalho é tão fantástico, que você pode achar inicialmente que há edição de imagem – mas não há. Esse jogo de ilusão acontece somente com o apagar e ascender das luzes pelos drones.

Além de manipular as luzes – que seria o aspecto “técnico” -, os aparelhos também compõem a dança – o que seria o aspecto “pessoal”. São drones dançarinos.

Eles assumem um papel dentro da coreografia, o que é fantástico porque, além do resultado incrível, nos faz ficar pensando no trabalho de sincronia dos controladores, que acabam sendo artistas anônimos.

Outros vídeos já foram divulgados. Trabalhos em que há mais dançarinos e trabalhos em que há só os drones. Dê uma olhada abaixo nessa nova arte. Vale muito a pena.