O maior risco de todos é não arriscar

Texto em parceria com Havaianas

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O que seria da vida sem os riscos? Peter Drucker, o pai da administração moderna, certa vez comentou o seguinte sobre como as grandes empresas nascem: “Em todo lugar onde você vê um negócio de sucesso, alguém tomou um dia uma decisão corajosa.” Claro que a oportunidade – e a preparação – também desempenham um papel importante nessa equação. Mas o fato é que quando ficamos muito apegados à zona de conforto, isso elimina a nossa capacidade de ousar e, por consequência, de expandir os nossos limites.

Drucker não foi o único a fazer esse paralelo entre sucesso e riscos. Muhammad Ali, para muitos o maior boxeador da história, dizia que “quem não tem coragem de assumir riscos não chegará longe na vida.” O megaempresário brasileiro Jorge Paulo Lemann, fundador da Ambev, que por muitos anos ocupou o posto de homem mais rico do país, também já deu sua opinião sobre o assunto: “O maior risco é não arriscar”, afirmou ele numa entrevista. Mas afinal, por que o risco tem um papel tão central em nossas vidas, como eles dizem?

O PODER DO FRACASSO

Existe uma relação aritmética, por assim dizer, entre os nossos erros e acertos. Um puxa o outro para o alto – ou para baixo. Peguemos um famoso caso dos esportes. Em toda a história da NBA, a liga americana de basquete, ninguém errou mais cestas do que Kobe Bryant. Foram mais de 13 mil erros ao longo de sua carreira. Mas paradoxalmente (ou não) foi essa disposição em arriscar que o levou a conquistar 5 vezes o título da NBA, quebrando inúmeros recordes ao longo dos anos.

Kobe não é um caso isolado. Michael Jordan, para muitos o melhor jogador que já pisou numa quadra de basquete, campeão em 6 ocasiões da NBA, é autor de uma frase célebre sobre fracassos: “Errei mais de 9 mil cestas em minha carreira. Perdi quase 300 jogos. Em 26 partidas, fui encarregado de arremessar a bola que venceria o jogo e falhei. Eu fracassei várias vezes na minha vida. E é exatamente por isso que tive sucesso.”

No final das contas, é uma questão de lógica. Existe uma possibilidade de acertarmos – ou errarmos – em tudo o que fazemos. Desde uma simples receita de bolo até um elaborado plano de negócios. Às vezes as estatísticas são mais favoráveis, às vezes são menos. Mas a garantia de sucesso nunca é 100%. Quanto mais você aumentar o número de repetições, portanto, maior será a probabilidade de atingir o resultado desejado em algum momento, por mais que demore.

É matemática em sua forma mais básica. Pode até parecer um paradoxo, mas não é. A nossa taxa de acertos está diretamente relacionada à de erros. E as pessoas que se destacam em suas carreiras – seja em qual área for – são exatamente aquelas dispostas a encarar os fracassos como um processo inevitável do sucesso. Errar, errar e errar até, em algum momento, acertar na busca pelo seu objetivo.

A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO

A insistência sozinha, no entanto, não nos leva longe. Para citar uma das maiores mentes que a humanidade já produziu, o físico Albert Einstein, “loucura é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.” O erro pode ser um excelente professor, mas desde que nós tenhamos sabedoria para analisá-lo. Só assim para, nas próximas tentativas, aumentar a nossa chance de acertar.

Aquela famosa teoria das 10 mil horas se encaixa bem neste contexto. Um pesquisador americano analisou, certa vez, quantas horas de treino eram necessárias para alguém se tornar um violinista de elite. A média entre os músicos analisados foi de 10 mil horas. Alguns precisaram mais, outros menos, porque temos uma predisposição genética capaz de facilitar (ou dificultar) essa trajetória. Mas de qualquer jeito, o fato é que necessitamos de muito esforço para conseguir nos destacar dentro de uma determinada área de atuação.

Posto isso, outro fator que não podemos negligenciar é a oportunidade. Ela nem sempre vai aparecer na hora, no lugar e nas circunstâncias em que queremos. O melhor que podemos fazer? Nos preparar ao máximo para ter um bom desempenho quando a ocasião surgir. E se não der certo na primeira tentativa – ou “primeiras” no plural – continuar batalhando até chegar o nosso momento.

EQUILIBRANDO OUSADIA E RESPONSABILIDADE

Claro que, em doses exageradas, tudo acaba nos fazendo mal. E com os riscos é a mesma coisa. Se a cautela extrema nos deixa estagnados, a ousadia desenfreada geralmente termina a 120 km/h no muro. Como dizia Aristóteles, o sábio grego, a virtude está no equilíbrio. Neste caso específico, em saber a hora de arriscar – e a de jogar seguro.

Só o tempo e a experiência nos ensinam isso. Mas existe uma técnica de tomada de decisões chamada “10-10-10” que pode ajudar nos momentos de dúvida. A ideia, basicamente, é considerar como você se sentirá em relação à sua escolha daqui 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Assim você considera os efeitos da decisão no curto, no médio e no longo prazo, diminuindo a chance de ter um grande arrependimento mais para frente.

COMO LIDAR EMOCIONALMENTE COM SEUS FRACASSOS

Chegamos, então, à grande questão: como lidar emocionalmente com seus fracassos? Afinal, quanto mais você arriscar, mais eles vão fazer parte da sua vida. Um primeiro passo é encará-los como um processo de aprendizado. Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, certa vez comentou o seguinte sobre as tentativas frustradas de fazer sua criação funcionar: “Eu não falhei. Apenas descobri 10 mil maneiras que não funcionam.” Em outras palavras, é tudo uma questão de perspectiva.

Além disso, a ciência já revelou que as pessoas se arrependem mais pelas coisas que não fizeram, do que pelas que fizeram e deu errado. Interessante, não? Adotar esse mindset mais ousado, portanto, é um favor que você estará fazendo a si mesmo. E isso serve tanto para as grandes questões da vida – como relacionamento e carreira – como nas atitudes cotidianas. Experimentar um prato novo. Arriscar numa combinação diferente de roupa. Ler um livro sobre um assunto desconhecido para você. São pequenas atitudes que, quando somadas, trarão uma bagagem valiosa à sua vida. Basta abrir a sua mente para aproveitá-las.

TEXTO EM PARCERIA COM HAVAIANAS

Assim como a nossa vida, a moda masculina é um universo em constante movimento. Você já se perguntou, por exemplo, por que usamos o último botão do blazer aberto? Simplesmente porque o rei Edward VII, mais de 100 anos atrás, estava acima do peso e não conseguia fechá-lo. As pessoas começaram a copiá-lo e, com o tempo, isso acabou se tornando uma tradição que segue até hoje.

E outra tradição que nunca sai de cena é usar Havaianas nos pés. Para te acompanhar nos looks mais casuais, hoje eles têm a família Urban, que traz tiras grossas de tecido e constituição mais encorpada. Vai bem com bermuda? Sim. Com sunga? Sim. Com calça? Também sim. Pode arriscar, porque você vai gostar. Traz aquela imbatível união entre estilo e conforto num mesmo look, como Edward VII sabiamente nos ensinou há mais de um século.