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O Tesla e o futuro dos automóveis

Felipe Lex
Felipe Lex Head de Marketing

Vocês se lembram do Model S, o sedã elétrico da Tesla?

Apesar de ter sido lançado há menos de um ano, ele já superou os seus principais rivais — Audi A8, BMW Série 7 e Mercedes S-Class, todos com motor a gasolina — em vendas no primeiro trimestre de 2013. Enquanto o Tesla comercializou 4,750 unidades no período, a Mercedes ficou em segundo com 3,077, seguida pela BMW (2,388) e Audi (1,462).

A comparação não é completamente justa: o Mercedes S-Class tem preço inicial compatível com a opção top de linha do Tesla. Além disso, na compra do sedã elétrico o governo americano dá um incentivo fiscal que pode variar entre US$ 7,500 e US$ 15,000. Outro detalhe é que a Mercedes, a BMW e a Audi contam com uma gama enorme de opções de veículos, enquanto a Tesla possui apenas dois modelos.

Apesar das diferenças destacadas, é nítido o avanço nas vendas do Model S — e isso é uma ótima notícia para nós. Por quê? Ele é a prova de que um carro pode atendar às expectativas dos consumidores mais exigentes (em acabamento, design, conforto e desempenho) sem poluir.

Outra comprovação do sucesso foi o review publicado pelo respeitado site Consumer Reports. O Model S foi caracterizado como o melhor carro já testado e só não faturou os 100 pontos na avaliação por não ter autonomia para longas distâncias, sem precisar de uma recarga, ficando com 99 pontos.

A Tesla ainda anunciou que seu lucro superou todas as estimativas de Wall Street e que as perspectivas de vendas para o Model S neste ano é de 20 mil unidades.

Para encerrar o assunto, um desabafo. Imaginem como seria bom se algo similar acontecesse em nosso país. Não falo especificamente da aquisição de um super sedã como o Model S, mas sim o incentivo fiscal para a compra de um elétrico ou mesmo um híbrido. Poderia ser o começo de uma mudança importante. Mas só o que vemos por enquanto são preços elevadíssimos para este veículos e poucas opções de compra. Uma pena.