Lembro muito bem do auge da Playboy. Até porque nessa época meus hormônios começavam a fervilhar.

Foi em 99, ano histórico para a revista.

Nessa época a publicação marcou seus dois maiores recordes de vendas da história. Você certamente se lembrará das edições.

Como uma (nesse caso duas) imagem realmente é muito mais eficiente do que palavras, eis:

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O 1º e o 2º lugar

Sim, estamos falando das memoráveis edições de Joana Prado, a Feiticeira, e Suzana Alves, a Tiazinha, ambas em seus primeiros ensaios para a revista.

O número de exemplares vendidos é impressionante: 1.247.000 e 1.223.000 respectivamente.

E também foi em 1999 que outra edição histórica surgiu, aquela que trouxe Sheila Mello e Scheila Carvalho juntas na capa. Foram 838 mil unidades vendidas, a 5ª maior venda da história da Playboy brasileira.

Impressionante? Sim.

E impressionante também o que essas quatro mulheres representaram para o imaginário masculino.

Feiticeira também ocupa o 8º lugar nesse ranking com a edição de 2000 (804 mil), Tiazinha o 7º com uma capa que realizou também de 2000 (828 mil), Sheila Melo o 10º lugar com o trabalho de 1998 (725 mil) e Scheila Carvalho o 4º com outra edição de 98 (845 mil).

Ou seja, juntas elas ocupam 7 das 10 primeiras posições com edições que se limitam aos anos de 98, 99 e 00. Isso que a revista existe desde 1975.

Além delas há Adriane Galisteu (1995/961 mil), Marisa Orth (1997/835 mil) e Carla Perez (1996/725 mil) fechando o Top 10.

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O 3º e o 4º lugar

O DECLÍNIO

Pois bem, a Playboy está morrendo. E isso não é novidade para ninguém.

Quem é que continua comprando a revista com as facilidades de hoje em dia?

Encabeçando o outro oposto do ranking temos duas edições de 2014: a de Amanda Gontijo e de Vanessa Mesquita.

As duas BBB’s venderam 99.343 e 97.026 exemplares respectivamente.

Como era de se prever, as vendas da Playboy emplacaram num declínio vertiginoso. Até uns dois, três anos após a virada do século a média de saídas era de 300 mil. Agora quando bate 150 mil os caras na Abril saem festejando.

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O penúltimo e o último

A CULPA É DE QUEM?

Podemos dizer que a culpa da venda de apenas 97 mil unidades da revista é de Vanessa, vencedora do Big Brother Brasil 2014?

Penso que não. Afinal, a Playboy não é o único veículo impresso que está minguando.

É um processo natural. Eu diria que Darwin explica.

Com o crescimento da internet e, consequentemente, da pornografia online e gratuita, a briga ficou muito injusta para veículos desse gênero. É tipo um Santos x Barcelona.

Quem é que vai gastar dinheiro para ver fotos que com alguns cliques aparecem na tela de seu computador?

Sem contar que você ainda terá que sair de casa para ir à banca (para quem não é assinante)!

Contudo, há outro problema: parece que a Playboy tem tido alguma dificuldade em arranjar mulheres que representem um apelo tão grande ao imaginário masculino como representavam Feiticeira, Tiazinha e companhia.

Quem não se lembra de Débora Secco nua nas capas da revista? Primeiro sem silicone e depois com.

Bem, continuemos.

Enfim, já terminamos.

Ou melhor, terminaremos depois disso: algo me diz que a decadência da Playboy está relacionada à decadência da Globo e seus programas e novelas obsoletos. Não faz sentido?

E você, o que acha?

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