A paixão tem um efeito semelhante ao da cocaína, diz estudo

Pedro Nogueira
Pedro Nogueira Editor-Chefe

Quem nunca precisou cuidar de um amigo que entrou em parafusos após terminar um relacionamento? Ou, melhor, quem nunca precisou ser cuidado pelos amigos ao tomar uma bota daquela garota amada?

Essas são situações pelas quais todo mundo já passou na vida. Mas você parou para se perguntar a razão disso? Por que é tão dolorido ser dispensado pela namorada?

A ciência oferece uma explicação: a paixão possui um efeito semelhante ao da cocaína. E quando você está com o coração partido, tem sintomas que lembram a abstinência de um ex-viciado.

PAIXÃO VS COCAÍNA

“O sistema de recompensa do cérebro faz uma conexão entre características do parceiro e as sensações”, afirmou Larry Young, professor da Universidade Emory (EUA) e autor de A Química entre Nós, numa entrevista à Folha. “É como se nos tornássemos viciados no nosso amante.”

Isso acontece porque a paixão libera várias substâncias no cérebro, entre elas a dopamina (neurotransmissor relacionado a atividades prazerosas e o uso de cocaína) e os opioides (também ligados ao prazer e ao uso de heroína).

Quando somos privados da presença de quem amamos, portanto, temos literalmente uma crise de abstinência. Por isso ficamos f#didos.

Isso já foi investigado, aliás, por um estudo publicado no Jornal da Neurofisiologia, que analisou o cérebro de 15 pessoas apaixonadas que foram rejeitadas pelo par romântico. Todas se ferraram igualmente

COMO LIDAR COM ISSO

Não é simplesmente frescura sofrer com o final de um relacionamento, o negócio é realmente punk, como a ciência nos mostra.

Mas é opcional ficar deitado na cama sentindo pena de si mesmo — ou tomar uma atitude para reverter a situação e seguir em frente.

Temos aqui no EL HOMBRE um texto excelente do Fabio Hernandez com uma dica para esquecer sua ex-namorada de uma vez por todas: fazer uma lista de todos seus defeitos e reler sempre que necessário.

Isso é uma estratégia eficaz, segundo ele, para combater “a permanência teimosa das boas lembranças e o apagamento quase que instantâneo das más.” Não custa tentar, né?

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