Trompe-l’oeil: A incrível arte de rua 3D que confunde a mente

Thiago Sievers
Thiago Sievers Head de Parcerias

Possivelmente você já ouviu falar de Trompe-l’oeil. E se não ouviu, em suas navegadas pela internet já deve ter visto alguma obra de arte que feita por meio dessa técnica.

Trompe-l’oeil (algo como “enganar o olho” em francês), basicamente, é um estilo de arte 3D realizado em superficies de duas dimensões que confunde os sentidos. Essa técnica não é nova. Na verdade, é repleta de história e detalhes técnicos.

Dizem que já era praticada na Grécia e Roma antes mesmo de Cristo pisar na terra. Mas foi no período Barroco e posteriormente no Renascimento, com suas conquistas no campo da perspectiva, que o Trompe-l’oeil passou a ganhar mais força.

E agora, no mundo contemporâneo, a técnica está muito relacionada à arte de rua. Sabe aquelas pinturas feitas nas calçadas que simulam buracos no chão, cachoeiras, penhascos hiper-realistas quando captados por um determinado ângulo? Pois eis uma das possibilidade do Trompe-l’oeil.

Então, impressionado com o que vi ao ler um artigo sobre a técnica, resolvi fazer uma singela seleção de alguns artistas do mundo atual (há incontáveis outros tão bons quanto esses) que impressionam e confundem nossos sentidos com seus talentos em pintura 3D.

Saca só:

Edgar Mueller

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Nascido na cidade de Mülheim, na Alemanha, em 1968, Edgar se apaixonou por pintura logo na infância. Aos 19 anos ganhou uma competição de pintores de rua em seu colégio ao reproduzir o famoso quadro de Michelangelo Caravaggio, “Jesus at Emmaus“. Atualmente é um dos maiores e mais consagrados pintores de rua do mundo. Além dessas obras, você pode conferir outros trabalhos seus nesse site.

Eduardo Relero

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O argentino Eduardo Relero nomeia sua arte de anamorfose, que está ligada ao Trompe-l’oeil. A anamorfose é um efeito de perspectiva que permite com que a imagem cause a impressão de realidade se vista de um único ponto de observador específico. Se você sair desse ponto a imagem fica distorcida. É o que acontece no trabalho de Edgar Muller também, mas não na Trompe-l’oeil necessariamente. A arte de Eduardo, além de impressionante tecnicamente, carrega uma mensagem social muito forte, misturando humor com crítica. Em seu blog você pode ver diversos outros trabalhos.

Eric Grohe

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O americano Eric Grohe nasceu em 1944, em Nova York, e sempre trabalhou com arte. Mas foi mexer com murais gigantes de Trompe-l’oeil somente na década de 70. Eric acha que a arte não tem apenas que impressionar os sentidos dos observadores, mas integrá-los no trabalho.

Felice Varini

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O estilo do suíço Felice Varini mexe com imagens abstratas de surpreender quem vê. Dependendo do ângulo que se observa, parece que há rabiscos se sobrepondo os objetos de uma forma que só um programa de computador poderia fazer. Mas não, é simplesmente o talento de Varini. “A realidade existe com suas próprias qualidades, formas, cores e condições de luz. O que eu faço é somente adicionar outras formas e cores em resposta a isso”, diz o artista.  Para ver alguns trabalhos com e sem perspectiva, acesse essa entrevista ou então seu site.

John Pugh

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“Parece quase universal o prazer que as pessoas sentem ao serem enganadas visualmente”, diz John Pugh. O artista americano parece compartilhar da ideia de Eric Grohe de que o Trompe-l’oeil integra os observadores na arte. Ele trabalha focado em muros e cria suas obras desde o final da década de 70. Para saber mais de seu incrível trabalho acesse sua página na web.

Pierre Delavie

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O francês Pierre Delavie vai além da pintura para fazer sua arte, utilizando algumas vezes objetos como toldos para transformar a realidade. Ele caminha, portanto, pelos lados arquitetônicos do Trompe-l’oeil. Seu trabalho realmente impressiona de qualquer ângulo que se observe.