60 anos de luto: uma homenagem a James Dean, o primeiro grande rebelde

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Viva rápido, morra jovem, seja um cadáver atraente”. A famosa frase cunhada por James Dean – que hoje em dia seria com certeza atacada por todos os lados possíveis pela patrulha do politicamente correto – é a epítome perfeita de tudo o que ele foi e representou para sua geração.

Em uma época em que a juventude começava a descobrir o rock’n’roll e a ensaiar um rompimento com as convenções da sociedade atual naturalmente moralista e repressora, Dean surgiu como um anjo libertador que personificava como ninguém esse espírito livre, rebelde e sem amarras que não conhecia limites.

Todos queriam ser como James Dean e James Dean era o que era, sem retoques ou máscaras.

O jovem que nasceu como James Byron (batizado assim pela mãe em homenagem ao poeta inglês), tinha um temperamento difícil, imperioso e não se curvava a nada ou ninguém. Dentre as poucas concessões que fez está o contrato que assinou com sua produtora quando rodava o clássico “Vidas Amargas”, em que se comprometia a não dirigir carros de corrida durante o período em que estivesse filmando. A velocidade e os carros esporte eram sua maior paixão e, ironicamente, também o motivo da sua morte.

Há exatos 60 anos, no dia 30 de setembro de 1955, James Dean se dirigia para uma corrida a bordo de seu reluzente Porsche 550 Spyder quando foi violentamente abalroado por um Ford Tudor no cruzamento das rodovias 41 e 46. James ainda foi socorrido, mas morreu na ambulância a caminho do hospital.

Poucas vezes a morte de uma celebridade causara tanta comoção quanto essa. James levava consigo não apenas a sua obra e a sua personalidade inimitável, mas também toda uma cultura, um meio de vida.

Em sua homenagem, reunimos algumas curiosidade e passagens interessantes que mostram um pouco do que foi a lenda chamada James Dean:

#Era perfeccionista

James sempre definiu para si mesmo altos padrões a serem alcançados. Sempre procurou fazer o melhor e ser o melhor. Costumava dizer que “Ser um grande ator não é fácil. E ser um homem é mais difícil ainda. Espero poder ser os dois antes de morrer”.

#Era inquieto

Dean já mostrava ser uma criatura inquieta desde muito pequeno. Antes de ganhar de sua mãe o seu primeiro carro (um Chevy velho e muito usado), ele passava o tempo livre que tinha desmontando e remontando sua bicicleta repetidas vezes, de forma quase obsessiva.

#Seu primeiro trabalho

O primeiro trabalho remunerado que James Dean teve como ator foi um comercial para a Pepsi-Cola.

#Sabia que ia morrer cedo

Ele nunca esperou viver muito. A máxima que abre este texto já deixa isso bem claro. A verdade é que desde garoto James dizia aos amigos que não se via passando dos 30 anos de idade. Sempre que era questionado sobre o risco de morte que estava envolvido nas corridas de carro ele respondia : “E existe jeito melhor de morrer ? É rápido, limpo e você ainda tem a chance de partir daqui em um pleno momento de glória!”.

#Teve muita dificuldade financeira

Antes de se tornar famoso, James Dean passou por todo tipo de dificuldades. Sem dinheiro para pagar um aluguel, constantemente dormia no carro e ás vezes topava sair com gays para conseguir uma refeição decente. Se ele chegou a curtir ou não, nunca saberemos. O que importa é que ele não tinha medo nem vergonha de contar isso para quem quisesse ouvir. E convenhamos, para fazer algo assim naquele tempo tinha mesmo de ser muito hombre!

#Fez mais sucesso depois de morrer

Ironicamente, o filme de Dean que mais fez sucesso (“Rebelde sem causa”) e que o tornou conhecido em todo o mundo foi lançado logo após sua morte. Ele foi o primeiro ator a receber da academia uma indicação póstuma ao Oscar e também é o ator que mais recebeu indicações póstumas até hoje (2 no total).

Como falamos, James Dean era extremamente perfeccionista e obstinado. Durante a época do ensino médio ele ingressou no time de atletismo e foi o campeão da modalidade de salto com vara durante os anos em que esteve no colégio. Para ele, era imperativo ser sempre o melhor em tudo o que fazia. Enquanto filmava o longa “Giant”, Dean usou a mesma camiseta por duas semanas seguidas – sem lavar – só porque achou que seria imprescindível para a composição de seu personagem.

Todos aqueles que gostam de cinema – e de carros – vão lembrar eternamente daquele que seria o precursor de todos os bad boys de hoje em dia. Poucos têm a coragem de ser autêntico como ele era ou mesmo tem na alma a mesma disposição de se ater a seus ideais e ser fiel a seus princípios.

Como ele mesmo costumava dizer, Dean “sonhava como se o mundo nunca fosse acabar e vivia como se fosse morrer amanhã”.

Maurício Souza

Profissional de TI, colecionador de miniaturas, apaixonado por carros, viciado em tecnologia e escritor amador nas horas vagas. Quando não está trabalhando ou jogando PS3, Mauricio Souza está explicando para as pessoas que ele não é o pai da Mônica.

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