Seu nome é estranho: Sigurdur Hjartarson. Mas sua ideia consegue ser ainda mais estranha: construir um museu do pênis. E essa ideia saiu do papel há quase 16 anos. Hoje, a cidade de Húsavik, na Islândia, tem a honra (ou não, sei lá) de anunciar ao mundo hospedar o único museu do pênis do planeta: o Iceland Phallological Museum.

Mas, na verdade, Hjartarson não foi atrás da ideia – a ideia chegou até ele.

Em 1974, quando Sigurdur tinha 33 anos, ele foi presenteado por um colega com um pênis de um touro. Um pênis de um touro de verdade. Segundo Siggi, a partir desse momento mais e mais amigos passaram a lhe oferece pintos de outros animais como presente. Então ele começou a juntar os presentinhos (ou presentões, depende do animal), e formou uma coleção pessoal de pênis para entreter seus convidados.

Até que, em 23 de agosto de 1997, no dia de seu aniversário, Sigurdur inaugurou o Iceland Phallological Museum.

O museu conta com 280 amostras de pintos de 93 espécies de animais. O maior falo da coleção é de uma baleia cachalote, com aproximadamente 1,70 metros e quase 70 quilos. O animal dono da menor ferramenta do museu é o hamster: o osso de seu pênis mede menos de 2 milímetros. E não é brincadeira: para dar uma espiada nele você vai precisar de uma lupa.

O dono do museu diz que tem pelo menos um exemplar do pinto de todas as espécies de mamíferos, incluindo do ser humano. Mas nem sempre foi assim.

Durante um bom tempo, Sigurdur esteve à procura de uma amostra do falo do homo sapiens. E é sobre essa procura que o documentário The Final Member (O Membro Final), que será lançado dia 18 de abril, conta.

Antes de encontrar um pinto humano para seu museu, Hjartarson estava profundamente preocupado em não tê-lo. “Sem o exemplar humano a coleção não está completa”, ele dizia.

Desde 1996 ele tinha uma carta assinada por um conterrâneo seu que prometera lhe doar o pênis assim que morresse. Mas Pall Arason (nome curioso para a situação), o tal do homem, já havia passado dos 90 anos e não dava sinais de que faleceria em breve. Enquanto isso, um frasco vazio com a placa “Homo Sapiens” aguardava o membro do cidadão no museu de Sigurdur Hjartarson.

E foi então que apareceu Tom Mitchell na história, um moço que se mostrou interessado em doar seu pênis ao estabelecimento. E ele não queria esperar a morte para isso.

Mitchell parece ter um verdadeiro amor por seu pinto de 17 centímetros, que ele chama de Elmo, e doa-lo ao museu é a maior prova disso, ao contrário do que você poderia pensar.

“Eu sempre sonhei não apenas em expor Elmo ao público, mas, como resultado, conseguir dinheiro e fama – não para mim, mas para Elmo”, falou certa vez o rapaz. “Eu sempre disse que seria bem legal para o meu pênis ser o primeiro pinto celebridade do mundo.”

Hjartarson queria que o exemplar do pênis humano de seu museu fosse de um conterrâneo seu. Mas, além da preocupação de ter de esperar a morte de Arason, ele também não sabia se o falo do homem alcançava o cumprimento mínimo exigido, algo em torno de 13 centímetros. Em contrapartida, Mitchell era americano e um mala, o que fez com que Hjartarson ficasse receoso em aceitar seu pênis.

No fim das contas, em 2011 Arason morreu aos 95 anos e Hjartarson, absolutamente feliz, tomou posse de seu pinto de exatas 5 polegadas, a medida mínima exigida. Hoje o falo de Pall Arason representa a espécie humana no museu do pinto. Enquanto isso, Mitchell trabalha em um livro intitulado Elmo – As Aventuras de um Pênis Super-herói.

E o seu amigo, hombre, é digno de representar nossa espécie num museu com essa temática?