Você é um carente profissional?

Tenho escutado as mulheres falando que os homens andam muito carentes. Mal perguntam o sobrenome e já querem saber se elas topam um relacionamento sério.

Os mais exagerados já falam em filhos. Dão palpite na hora em que a moça deve dormir, porque não querem ser deixados numa noite em que ela só quer ficar quieta e ler.

A grande reclamação é que apesar delas também estarem com vontade de ter um relacionamento, acham os homens carentes um porre. Carência depende muito da autoestima, aquele conhecido juízo de valor que fazemos de nós mesmos.

Essa lógica de dar notas a nós mesmos é semelhante a da procura e da oferta no mercado. Se a nota que você se dá é um pouco mais alta, sua vida fica mais fácil. Se ela é baixa, você vai se sentir inferior ao outro.

A IMPORTÂNCIA DA AUTOESTIMA

Controlar esta montanha-russa emocional é tarefa difícil, mas não dá para ficar à mercê de elogios ou críticas de alguém para fazer sua autoavaliação.

Tem uma grande diferença entre “querer” e “precisar” de um relacionamento.

No querer você está ali por vontade, comprometido na liberdade de escolher estar com alguém. No precisar, entra a carência, você não consegue ficar com você mesmo.

E se você não consegue, por que ela tem que conseguir?

CARÊNCIA É DIFERENTE DE SENSIBILIDADE

Há aquelas que acham que não é carência da ala masculina, que a pessoa se apaixona mesmo e mostra sua fragilidade. Até aí se mostrar frágil não é problema, somos favoráveis à sensibilidade masculina.

O problema acontece quando o homem se enrosca na carência e não tem atitude, porque é uma verdade quase universal que mulher gosta de homem com atitude.

O cara que sabe o que quer e vai atrás para conseguir.

Sou partidária das relações que fluem sem forçar, dos times que estão ganhando. E a regra é clara: em time que está ganhando não se mexe. Se a equação fecha para os dois, tem que ir adiante. Se as coisas não batem, não adianta insistir.

Carência e autoestima são pólos opostos, não se atraem.