7 lições de vida com Bobby Fischer, o enxadrista mais genial da história

Bobby Fischer (1943-2008) foi um dos atletas mais icônicos do século passado.

Numa época em que os enxadristas russos dominavam completamente o xadrez mundial, fato que era usado pela URSS para promover a ideia de que o intelecto soviético era superior ao ocidental, o americano Fischer tornou-se campeão mundial de maneira gloriosa.

Para entender a grandiosidade do seu feito, deve-se notar que o xadrez naquela época era um esporte mainstream; os mestres soviéticos viviam como verdadeiras estrelas de Hollywood em seu país.

E num período em que a Guerra Fria dominava os noticiários, sua batalha em 1972 contra Boris Spassky pelo título mundial foi um evento histórico.

Mas com a mesma velocidade com a qual chegou ao topo, aos 29 anos, ele tornou-se vítima de sua própria loucura e caiu em desgraça.

É possível, no entanto, aprender muito com os erros e acertos que Fischer cometeu na vida. São lições valiosas capazes de melhorar a vida de qualquer homem que busca evoluir:

1# Não basta talento para ir longe, é preciso esforço

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Bobby Fischer aprendeu a jogar xadrez com 6 anos, foi campeão americano aos 14 e mundial aos 29. Mas não pense que tudo isso foi feito com base no talento puro – o que ele tinha de sobra. Antes mesmo de atingir a puberdade, Bobby já havia lido todos os livros disponíveis sobre xadrez em língua inglesa.

E para não ficar estagnado, começou a comprar material em qualquer língua disponível, estudando com tamanho afinco que aprendeu a falar russo sozinho. Sem contar que ele disputava e analisava milhares de partidas todo ano.

2# Ter foco é essencial para atingir o seu potencial

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Aos 16 anos, o jovem Bobby decidiu largar a escola para se focar em seu talento: o xadrez. Obviamente isso não é indicado para a maioria das pessoas. Ele já era campeão americano na época, portanto tinha uma ótima perspectiva para o futuro.

Mas a questão aqui não a escola em si, mas o foco. Ocupar o seu tempo com muitas atividades aleatórias significa deixar de lado, ainda que parcialmente, o seu talento. Este, sim, deve ser o centro de sua atenção.

3# Não se deixe abalar pelos primeiros fracassos

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Quando Bobby pisou pela primeira vez num clube de xadrez, ainda aos 12, ele já tinha um conhecimento amplo do jogo. Ainda assim, foi derrotado constantemente pelos membros mais experientes do clube.

Se isso o abalou? De maneira alguma. Apenas aumentou sua vontade de melhorar e enfim derrota-los. O que não levou muito tempo.

4# Procure os melhores tutores disponíveis

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Desde a Grécia Antiga os tutores têm um valor amplamente reconhecido. Não é à toa que Filipe II da Macedônia, ao subjugar a Atenas, ordenou que Aristóteles desse aulas particulares a seu filho, que mais tarde viria a dominar grande parte do mundo e ficaria conhecido na posteridade como Alexandre, o Grande.

Desde pequeno Bobby se cercou dos maiores especialistas em xadrez dos Estados Unidos, algo que acelerou muito o desenvolvimento de sua técnica.

5# Praticar exercícios físicos é ótimo para a saúde mental

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Apesar de o xadrez ser um esporte mental, Bobby não menosprezava o efeito da saúde física em sua performance. Ele praticava exercícios com regularidade, especialmente natação e caminhadas.

Durante a sua preparação para disputa do título mundial em 1972, na Islândia, e ao longo dela também, Bobby reservava horas (sim, no plural) diárias para se exercitar fisicamente. Sua combinação de mente sã num corpo são revelou-se imbatível para Spassky.

6# A arrogância pode estragar até a mais brilhante das carreiras

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Após conquistar o título mundial em 1972, Bobby tinha a obrigação de defendê-lo três anos depois. Então ele superestimou a sua importância e fez várias exigências absurdas à FIDE (Federação Internacional de Xadrez) para voltar ao tabuleiro que iam contra a tradição do torneio. Resultado? Não aceitaram, ele perdeu o título e passou os 20 anos seguintes na obscuridade.

7# Não hesite em compartilhar seu sucesso com os outros

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Bobby Fischer era famoso pelo seu egoísmo. Um velho amigo dele conta no livro Endgame: “Se alguém estivesse disposto a pagar US$ 50 por um autógrafo dele, e você fosse ganhar US$ 5 por apresentar essa pessoa, Bobby iria querer os US$ 5 para ele também ou abandonaria os US$ 50 por completo.”

Essa atitude resultou em várias oportunidades desperdiçadas por ele. A lição que aprendemos? Crescer junto é melhor do que afundar sozinho.