Acredite: Sally Hawkins vai te impressionar (e muito) em cena...
Produzido pela A24, o longa já está em exibição nos cinemas.
Atenção fãs de terror, tem filme novo na área — e esse chega para assustar, impactar e chocar mais do que deveria. Faça Ela Voltar se estabelece como um thriller psicológico que raramente se vê nas telonas. Na história, os irmãos Andy (Billy Barratt) e Piper (Sora Wong) após a morte do pai, passam a viver sob a guarda da excêntrica Laura (Sally Hawkins). A casa onde vão morar é isolada, cheia de símbolos estranhos e a presença de Ollie (Jonah Wren Phillips), um novo “irmão” misterioso desde o primeiro instante. Tudo piora quando Laura revela um comportamento perturbador, ficando claro que há algo mais sombrio por trás de sua dor.
Já conferimos Faça Ela Voltar e listamos 5 motivos (sem spoilers) que mostram como os irmãos Philippou nasceram para assustar – e atormentar – a vida dos amantes de cinema.
Os irmãos Philippou entregam uma direção precisa, criando uma atmosfera em que cada móvel e cômodo da casa tem peso narrativo. Eles isolam e aproximam os personagens de forma estratégica, orquestrando o desconforto com gestos sutis e ajustes de câmera que amplificam o horror psicológico presente. Além disso, Faça Ela Voltar conta com uma ambientação fria, usando elementos comuns (como espelhos e fitas VHS) para assustar, que acabam se tornam peças centrais na narrativa. E usar tais recursos para tornar a experiência mais imersiva, é genial.
Faça Ela Voltar não usa sustos fáceis para impressionar, mas impõe uma sensação crescente de aflição e inquietude. A câmera frenética e os cortes secos em momentos certeiros mantêm um ritmo que pode parecer lento, mas fazem todo sentido. O roteiro evita explicações simplistas, preferindo deixar pistas para que você monte seu próprio quebra-cabeça da história – e isso é perturbadamente inteligente.
A atriz (que já impressionou com sua doçura em A Forma da Água e Paddington) assume um papel bem diferente agora, transitando da simpatia maternal a um horror contido de forma inquietante. Sua performance em Faça Ela Voltar é o eixo principal em torno do qual todo o terror se desenrola — e sem ela, certamente o impacto narrativo simplesmente não existiria. E o mais impressionante é que a atriz, por mais doce que pareça, consegue assustar de uma forma única, chegando a dar calafrios inesperados.
Faça Ela Voltar utiliza o luto como motor narrativo: a dor dos personagens é tão brutal que é possível sentir. Ao invés de recorrer a momentos grotescos, o filme se sustenta na melancolia e na culpa — transformando o vazio emocional numa força que empurra os personagens para além do aceitável. E essa abordagem visceral e real faz dele um terror profundamente perturbador.
A produção de Faça Ela Voltar não poupa os sentimentos — ou os sentidos de quem o assiste. O uso de maquiagem prática, ferimentos explícitos e violência inesperada intensifica o impacto de cada cena. Há também alguns momentos que desafiam os mais corajosos, sendo capazes de impressionar até os amantes do gênero. Pode parecer estranho, mas isso torna Faça Ela Voltar um presente para aqueles que apreciam um bom terror visceral (seja visualmente, ou psicologicamente).
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