Não há nada que você possa fazer para evitar uma discussão de relacionamento – as famosas DRs. Ou melhor: para evitar as discussões de relacionamento. Porque certamente não haverá apenas uma no seu lance amoroso.

Você pode tentar se armar (ou desarmar) de todas as maneiras possíveis, estando pronto para engolir todos os sapos do mundo, fazendo tudo o que a parceira quiser, assumindo toda a responsabilidade pelos problemas… Mas não tem jeito, uma hora a DR vai estourar.

Ela vai reclamar que você é insensível, que afirma gostar dela mas não demonstra, que não está nem aí para nada, que não se importa com os sentimentos dela, que não tem interesse em saber sobre o dia, a vida dela… E por aí vai.

Isso, óbvio, quando não é o homem que provoca a DR. Porque, sim, isso acontece muito!

Mas, voltando ao raciocínio, a gente pode fazer de tudo para evitar a situação, mas não tem jeito de fazê-lo para sempre. Tão certo quanto amor sem sexo é amizade, as discussões de relacionamento vão aparecer.

Então, já que essa é uma situação iminente, separamos um guia para você sobreviver em paz a elas.

  • 1º passo: Entenda o que é uma DR e o seu propósito

Antes de qualquer coisa, é essencial saber o propósito de uma DR. Nos sentimos tão abalados frente a uma porque ficou caracterizado que é nesse momento que a mulher roda a baiana. Mas quando isso acontece de forma ostensiva não é uma DR que está havendo, e sim um rito – aparentemente importante para elas – de piração. Respeitemos.

Uma discussão de relacionamento tem a função de tornar as coisas claras para ambos. E isso é ótimo. Só foge do esclarecimento quem está com propostas suspeitas. Caso contrário, a vontade é sempre jogar aberto.

A DR é simplesmente uma discussão respeitosa que tem a proposta de expressar os pensamentos de cada um sobre determinada situação. E aqui não há necessidade de os dois concordarem sobre a questão – mas há necessidade de respeitarem as diferenças.

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Se ela chegar nessa pegada, amigo, fuja

  • 2º passo: Esteja preparado

O segundo passo é básico: estar preparado. Veja, não é simplesmente “saber que as DRs virão”. Você estará preparado quando a discussão chegar e não pensar: “Puta, de novo?”, “Que saco”, “Lá vamos nós”. Isso é sinal de que você esta despreparado.

A primeira coisa para se fazer preparado é não entrar em choque quando perceber os sinais de um começo de DR e não fugir dela – porque sabemos que essa é a pior opção. As próximas coisas a se fazer é seguir os passos abaixo.

  • 3º passo: Avalie o momento

Se depender dela, a DR acontece em qualquer lugar e em qualquer momento. Mas é preciso ter bom senso. Há momentos que são absolutamente inadequados para isso.

Se você perceber que esse é o caso, sugira que o papo fique para depois. Caso ela não goste, paciência.

Ah, e quando fizer isso, num momento adequado inicie a conversa. É questão de palavra – e palavra é dignidade.

  • 4º passo: Identifique a raiz da questão

Aqui o buraco é mais embaixo. Teremos duas situações: ela levantou o problema ou você levantou o problema.

No primeiro caso, procure ver se o que ela está dizendo (reclamando, provavelmente) faz sentido. Ou seja, não basta negar tudo o que a mulher argumenta e nem concordar indiferentemente. Avalie os pontos dela e passe-os pelo critério do intelecto. Então, tanto quanto possível, equilibre a emoção com a razão (de preferência mais razão nesse momento, ok?).

Se você julgar que o que ela está dizendo faz sentido, procure identificar o que está ao seu alcance para mudar o cenário e aja quando as oportunidades aparecerem.

Agora, se você entender que ela não tem razão nenhuma no que está dizendo, tente provar, com argumentações razoáveis, o contrário. Caso não tenha resultados, deixe como está. Forçar a barra vai deixá-la mais nervosa. Posteriormente você volta a tocar no assunto.

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Procure agir mais com a razão e menos com a emoção

No segundo caso (você levantou o problema), faça a mesma coisa. Só que agora será mais fácil identificar se faz sentido ou não aquilo que está sendo colocado na conversa, uma vez que parte de você.

Às vezes você está cobrando dela algo que é uma questão pessoal sua. Nesse caso, absolva-a e trabalhe consigo mesmo. Mas se entender que ela realmente está pisando na bola, insista e demonstre racionalmente que ela está viajando.

Se a mulher for cabeça dura e não entender -mais uma vez -, paciência. Não se desgaste porque você só vai ficar mais nervoso.

  • 5º passo: Não deva. Jamais!

Aqui a dica é mais profunda. Se você dever algo, nunca vai querer participar de uma DR e quando elas acontecerem dificilmente sairá em paz. Isso porque quando você sentir que uma acusação faz sentido, provavelmente se defenderá de forma mais inflamada – e aí já era.

A única forma de prevenir isso é não dever. Se você estiver com a consciência tranquila, é mais fácil permanecer assim mesmo com as acusações da parceira, que não farão sentido algum.

  • 6º Não perca a calma

Essa todos sabem, mas poucos praticam. Considerando o 4º passo, é fácil ver que não há motivos para descontrole.

(1) Caso ela tenha levantado o problema, não há porque perder a calma se o que ela está dizendo não faz sentido. (2) Caso faça sentido, adote uma postura diferente agora que tem consciência sobre a situação. (3) E se você já tinha consciência, então está devendo – aí como vimos acima, não há nada a fazer.

(1) Agora, se você levantou o problema, perder acalma não vai fazer com que ela veja razão no que você está dizendo. (1) E se o que você está dizendo não tem mesmo razão, então já sabe o que fazer: absolva-a e cuide você mesmo de seus problemas.

Sair em paz de uma DR não é tarefa fácil. Pense que você está em uma experiência profissional: vai adquirindo know how conforme for vivendo.

Então não pense que de primeira já vai conseguir realizar os passos acima – até porque eles são generalizados e cada situação é muito específica, então é preciso moldar os passos aos cenários.

Mas conforme você – inevitavelmente – for vivendo as DRs, procure ter em mente essas dicas e vá progredindo na habilidade de se relacionar com a parceira.

Nesse caso, a promoção é a paz.

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Perder a calma é certeza de que não haverá paz