A primeira fase da Copa está chegando ao fim e, em breve, a Rússia será tomada pelas emoções e glórias que o mata-mata proporciona. Alguns vão chorar, outros vão sorrir. Assim é o esporte. Para celebrar essa fase decisiva da competição, reunimos aqui os seis momentos mais icônicos na história da Copa. Olha só:

A MÃO DE DEUS E O GOL DO SÉCULO

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Na Argentina, o culto a Maradona é tão intenso que existe até mesmo uma igreja em sua homenagem. E, talvez, o jogo que mais tenha contribuído para essa divinização dele foi o duelo contra a Inglaterra pelas quartas-de-final de 1986. No mesmo jogo, ele protagonizou dois lances que entraram para a história da Copa.

Primeiro, ele fez um gol de mão que o juiz não viu . Aí gritou para seus colegas de time: “Vamos, me abracem, ou o árbitro não vai validar o gol.” Logo após a partida, ele diria que foi a “mão de Deus” que definiu o lance.

Durante o jogo, Maradona também fez aquele que ficaria conhecido como o Gol do Século, após pegar a bola antes da intermediária e driblar o time inteiro da Inglaterra (incluindo o goleiro) antes de empurrar a bola para a rede. O gol foi eleito pela FIFA o mais bonito na história da Copa.

A vitória teve um sabor ainda melhor para os argentinos porque, poucos anos antes, os dois países haviam se enfrentado na Guerra das Malvinas, na qual a Inglaterra levou a melhor. Foi uma espécie de vingança nacional.

A CABEÇADA DE ZIDANE

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Um dos lances mais inusitados na história da Copa aconteceu na final de 2006, entre França e Itália. Empatado em 1×1, o jogo foi para a prorrogação. Eis que Materazzi (que havia marcado o gol italiano) diz algumas palavras no ouvido de Zidane (o autor do gol francês) e leva uma cabeçada no peito.

O juiz, que não ouviu os comentários de Materazzi, expulsou  apenas Zidane – e a seleção da França perdeu nos pênaltis. Depois da partida, descobriu-se que Materazzi chamara a irmã de Zidane de “prostituta”. Em vez de ser crucificado, Zidane ganhou uma estátua em Paris por defender a honra da irmã contra as ofensas de Materazzi, o verdadeiro vilão da história.

O MARACANAZO

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A primeira Copa sediada no Brasil, em 1950, não teve mata-mata. Após a primeira fase, quatro países foram para um quadrangular final: Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia. A Seleção Brasileira ganhou da Suécia por 7×1 e da Espanha por 6×1. Já o Uruguai empatou em 2×2 com a Espanha e teve uma vitória magra por 3×2 em cima da Suécia.

O palco estava armado para o Brasil conquistar seu primeiro título mundial. E, assim, recebemos os uruguaios num Maracanã com 200 mil pessoas. Havia um clima generalizado de “já ganhou” no país, ainda mais depois de abrirmos 1×0 no segundo tempo, jogando pelo empate.

Mas liderada por Obdulio Varela, que nunca deixou de acreditar na vitória, a seleção uruguaia conseguiu uma virada histórica e venceu por 2×1 para levantar seu bicampeonato na Copa. O estádio ficou no mais absoluto silêncio e, nas palavras de um jogador, se houvesse uma mosca no gramado seria possível ouvi-la.

A COROAÇÃO DO REI

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Sempre que você tiver dúvidas em relação a quem é o maior jogador da história do futebol — Pelé ou Messi — reveja os highlights da final da Copa de 1958, na Suécia. Pelé fez dois gols na final, contra a seleção da casa, sendo que num deles chapelou o zagueiro dentro da área e finalizou de primeiro. Detalhe? Ele tinha 17 anos.

O MILAGRE DE BERNA

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A final da Copa de 1954, na Suíça, ficou conhecida como O Milagre de Berna. E a palavra “milagre” realmente faz justiça ao que aconteceu. Na primeira fase da Copa, a Hungria de Puskas – considerada de longe o melhor time da competição e até hoje aclamada pelos amantes do futebol – enfiou uma sacola de 8×3 em cima da Alemanha.

Na final os dois times voltaram a se encontrar e a Hungria abriu 2×0 com menos de 10 minutos de jogo. Todo mundo achou que seria um massacre. Mas os alemães empataram o jogo e, depois de aguentar uma pressão imensa húngara, conseguiram virar faltando 6 minutos para o apito final. Inacreditável.

O JOGO DO SÉCULO

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Em 1970, Itália e Alemanha se enfrentaram na semifinal da Copa do México, numa partida que ficaria conhecida posteriormente como O Jogo do Século. A Itália abriu o placar com 8 minutos de jogo, mas no fim do segundo tempo, os alemães conseguiram buscar o empate de 1×1.

Quando a prorrogação começou, aí o negócio ficou sério. A Alemanha fez 2×1; A Itália empatou 2×2 e virou 3×2; a Alemanha fez 3×3; e enquanto a TV ainda passava o replay do gol alemão, saiu mais um gol italiano para decretar a vitória por 4×3. Nada menos do que cinco gols foram marcados na prorrogação.

Uma curiosidade? O xerife alemão Beckenbauer jogou grande parte da semifinal com o ombro deslocado, porque o técnico da Alemanha já havia feito todas as substituições. O único azar da Itália foi pegar na final o esquadrão brasileiro que, até hoje, é considerado o melhor time de futebol da história. Tomou 4×1.