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Os melhores destilados nacionais

Thiago Sievers
Thiago Sievers Head de Parcerias

Falamos bastante sobre cerveja aqui no El Hombre. Mas talvez essa não seja sua bebida favorita, certo? É possível que você prefira um bom destilado.

Se esse for o caso, viemos lhe dar uma ótima notícia: em breve o Brasil receberá a Copa do Mundo dos Destilados. É a primeira vez que a disputa acontece em terras latino-americanas. Ela ocorrerá no Costão do Santinho, em Florianópolis, nos dias 6, 7 e 8 de junho, pouco antes do início da Copa do Mundo de futebol. Está bom ou quer mais?

Oficialmente o evento não se chama Copa do Mundo dos Destilados, mas Concours Mondial Spirits Selection e já está em sua 15ª edição (spirit em inglês também significa “destilado”). Ao todo estarão presentes no evento cerca de 720 cahcaças, runs, whiskies, vodcas, conhaques, piscos (aguardente de uva produzida no Chile ou Peru) e grappas do mundo todo – quase 50% a mais do que no ano passado. Somente da cachaça brasileira haverá 220 amostras das mais diversas regiões nacionais.

“A cachaça brasileira hoje, de uma maneira geral, é um produto feito dentro de normas técnicas, com qualidade e grande investimento na produção tanto no campo, na plantação de cana, como na destilaria. Portanto, tem qualidade como os melhores destilados do mundo”, diz Zoraida Lobato, diretora da empresa que está promovendo o evento esse ano.

Quem determinará quais são os melhores destilados do mundo é um time de 55 especialistas, sendo que 20 deles são brasileiros e os outros vêm de 14 países diferentes. Os caras provarão as bebidas às cegas para escolher as de melhor qualidade.

E então, considerando que ali estarão destilados do mundo todo, nos perguntamos: será que as bebidas brasileiras ganharão algum destaque?

Bem, como ainda não conseguimos antecipar o futuro, não sabemos. No entanto, podemos ter alguma ideia. No Concours Mondial Spirits Selection de 2013, que aconteceu em Taiwan, duas bebidas brasileiras foram condecoradas: a Cachaça da Quinta (RJ) e a Cachaça Casa do Engenho (SP). Sim, eu também achei pouco. Vamos torcer para que esse anos a coisa seja melhor. Até porque a competição acontece aqui. (Ainda estamos falando da cachaça, ok?)

Mas calma, temos boas notícias.

Em abril desse ano aconteceu outro evento que promove disputas mundiais entre destilados: o San Francisco World Spirits ComptetitionLá o número de bebidas inscritas foi maior: 1474 de 64 países diferentes. E os brasileiros tiveram um desempenho mais interessante.

Se tratando de cachaça, obviamente que nós ganharíamos destaque – até porque só havia cachaça brasileira na competição. A grande vencedora foi a Coisa Nossa Amadeirada (ES), seguida por Coisa Nossa Branca (ES), Yaguara (RS) e Leblon (MG). Um detalhe curioso é que a nossa querida 51 também foi premiada com uma medalha de bronze.

Contudo, no evento de São Francisco outros destilados brasileiros foram reverenciados. Pois é, aqui se faz – com qualidade – mais do que cachaça.

Uma dessas bebidas foi a Kalvelage, vodca de Santa Catarina que ganhou medalha de prata e alcançou o mesmo patamar que outras marcas internacionais de renome, como a Smirnoff. E além da vodca, um licor nacional apareceu nas paradas: o Cedilla, bebida mineira feita de Açaí da Amazônia. Como eu gosto de bebidas doces, fiquei bem tentado a provar essa última. Vou cobrar o chefe para incluí-la no bar da redação.