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A Seleção hoje só nos serve para tirar lições de vida sobre burradas

Thiago Sievers
Thiago Sievers Head de Parcerias

Eu amo futebol, mas não tenho mais vontade de assistir aos jogos da Selelão Brasileira. Não vi nenhuma partida do Brasil nessa Copa América.

De lembrar que quando moleque eu não aceitava vitória da Canarinha por menos de 3 de diferença me dá uma tristeza profunda.

Por isso não quero falar de futebol. Tudo o que precisa ser dito sobre a Seleção já estão dizendo.

Mas não posso deixar passar essa oportunidade sem propor uma reflexão filosófica e prática para nossas vidas. Porque é assim, diante de uma cagada temos duas opções: sofrê-la revoltada e inutilmente, ou analisá-la procurando recolher algum aprendizado.

E aqui a velha e simples lição: se você não mudar nada, os resultados serão sempre os mesmos.

Dois anos passaram-se do 7 x 1 e não observamos nenhum tipo de modificação fundamental no futebol e na gestão da Seleção Brasileira. Como poderíamos esperar algum resultado diferente, então?

Logo que Dunga foi anunciado como técnico do Brasil depois da Copa do Mundo de 2014, todos sabiam que nada de novo ia acontecer. Seria mais do mesmo — mais do obsoleto e insuportável mesmo.

E a partida desse domingo, que tirou o Brasil da Copa América com a derrota para o Peru, também foi emblemática.

A Seleção tomou o gol aos 29 do segundo tempo e Dunga não fez nenhuma substituição depois disso para tentar mudar o cenário da desclassificação. Pior: ele manteve a mesma opção tática do começo da partida.

Não fez absolutamente nada!

Cenário mais escrachado do que esse para ilustrar o que eu quero dizer impossível.

dunga

Mas vamos deixar o gaúcho e a CBF para lá, porque não acrescenta nada em nossas vidas descer o pau nos caras. Vamos utilizar nosso tempo com inteligência.

Não faça igual eles!

Semana passada escrevi um texto falando sobre a importância de rever conceitos na vida. É fundamental — mas não basta. É preciso mudar na prática também.

Pense em suas experiências cotidianas e destaque as coisas que mais te incomodam. Diantes dessas situações, você pode viver reclamando ou pode refletir friamente e identificar fatores que estão ao seu alcance para modificá-las.

Aposte em novos esquemas de pensamento, mude as táticas que utiliza para conseguir o que quer (e não tem conseguido), varie as atitudes — e observe os resultados. Eis a grande estratégia para mudar o que não está dando certo.

Albert Einstein disse certa vez:

“Loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual”.

Apesar da frase ser divulgada mundialmente como do cientista, inclusive sendo usada em diversos discursos políticos ao redor do planeta, há quem questione a legitimidade da autoria.

Mas a real é que isso não tem importância — se a autoria da frase pode ser colocada em xeque, a essência não, pois traduz uma lógica absolutamente razoável.

Sem mencionar o fato de que nos credencia a concluir que os caras da CBF são mesmo loucos.

Então pronto, se você tem reclamado que as coisas acontecem sempre da mesma péssima maneira na sua vida, inspire-se na Seleção Brasileira, que hoje só serve para nos oferecer lições de vida sobre burrada.

Fica a dica. A velha dica.