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Como a arte imita a vida – ou seria o contrário?

Você já parou para refletir sobre a influência que a arte tem em nossas vidas? E quando falamos em “arte”, isso inclui as mais diversas manifestações culturais e tipos de entretenimento. Provavelmente o exemplo mais nítido que temos hoje em dia são as séries de TV. Ou, melhor dizendo, séries de “streaming”, como Netflix ou Disney+. Porque cada vez mais as pessoas estão trocando a televisão tradicional pelas plataformas digitais de filmes e séries.

O time de roleta online da Betway fez uma análise sobre o impacto do sucesso de “O Gambito da Rainha” no comportamento das pessoas. Para quem ainda não assistiu, um breve resumo. Ambientada nas décadas de 1950 e 1960, a série acompanha a história de Beth Harmon, uma órfã que descobre um talento extraordinário para o xadrez. Na época havia um grande glamour em torno do jogo, devido aos famosos enxadristas da União Soviética, que eram verdadeiras celebridades globais.

“O Gambito da Rainha” estreou na Netflix em outubro de 2020 e, apenas 28 dias depois, mais de 62 milhões de casas já haviam assistido à série. Sua influência foi tanto que as pesquisas no Google relacionadas a xadrez dispararam. Houve um aumento de:

  • 150% por “jogadas de xadrez”;
  • 250% por “gambito da rainha”, uma abertura clássica do jogo;
  • 300% por “siciliana”, outra abertura famosa.

Mas o impacto da série não se resumiu às pesquisas. O livro que inspirou a produção da Netflix, escrito em 1983 pelo americano Walter Tevis, tornou-se um best-seller mundial 37 anos após sua primeira edição. E no site Chess.com, a maior plataforma da internet dedicada ao xadrez, o número de jogadores aumentou em impressionantes 500% depois do sucesso da série.

A RELAÇÃO ENTRE VIDA E ARTE

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O filósofo grego Aristóteles, que viveu em Atenas há mais de 2.000 anos, dizia que “a arte imita a vida”. Já escritor irlandês Oscar Wilde defendia que, na verdade, “a vida imita a arte” muito mais. Qual deles estaria certo? Não cabe a nós, evidentemente, entrar neste duelo de titãs entre Aristóteles e Oscar Wilde. Mas divergências à parte, a questão é que ambos – assim como outros grandes pensadores da humanidade – acreditavam que vida e arte exercem uma influência mútua entre si.

A matéria do “Betway Insider”, inclusive, analisou o impacto social de outras séries da Netflix também. Por exemplo, “Emily em Paris” aumentou a busca por “bucket hat” em 342%. E após a segunda temporada de “The Crown”, as pesquisas por “Príncipe Charles” no Google cresceram 1425%, levando 35% dos britânicos que assistiram à série a vê-lo com mais empatia. Assim como as séries, os filmes têm esse poder, também. Quem aí se lembra de “Quebrando a Banca”, de 2008, que conta a história de um grupo de estudantes do MIT que começa a ganhar uma fortuna nos cassinos contando cartas no Blackjack? Após a estreia do filme, tanto as casas de Las Vegas, quanto os sites de BlackJack e roleta online, registraram um aumento expressivo no número de jogadores.

No final das contas, tanto a vida imita a arte, quanto o contrário. Essa é uma relação antiga que sempre esteve presente em nossa sociedade – mas que se intensificou extraordinariamente, nos últimos anos, com a popularização das mídias digitais. Por isso é importante sermos cada vez mais seletivos com os filmes, séries, livros e todas as formas de entretenimento que consumimos. Porque, afinal, elas terão um impacto na sua vida, querendo você ou não.