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terça-feira, junho 18, 2024
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Novos mundos lhe aguardam: 8 livros para você que gostou de “Duna”

Duna, de Frank Herbert, é um marco indiscutível na ficção científica, um épico que não só conta uma história arrebatadora mas também levanta questões profundas sobre política, ecologia, religião e o próprio tecido da sociedade humana. Para os ávidos leitores que se encantaram com o mundo complexo de Arrakis e desejam mergulhar em universos com a mesma riqueza temática, listamos 8 livros que oferecem jornadas de tirar o fôlego com novos mundos!

1# “Hyperion”, de Dan Simmons

Hyperion, o primeiro livro da série Cantos de Hyperion, é uma mescla magistral de ficção científica e poesia literária. Dan Simmons constrói um futuro distante onde a humanidade se espalhou pelas estrelas, mas enfrenta uma ameaça iminente. A estrutura do livro é reminiscente da obra “Os Contos de Canterbury” de Chaucer, onde peregrinos compartilham suas histórias enquanto viajam para um destino incerto, o que reflete a jornada dos personagens de Duna através de suas próprias lutas e revelações.

Simmons, assim como Herbert, não economiza na complexidade dos temas abordados. Cada história dos peregrinos revela camadas sobre a condição humana, guerra, tempo e o divino. A figura central, o Shrike, é tanto um enigma quanto as areias de Arrakis, servindo de catalisador para a discussão sobre a natureza do sofrimento e da redenção. A riqueza dos personagens e a complexidade da trama de Hyperion ressoarão fortemente com os fãs de Duna.

2# “O Ciclo da Fundação”, de Isaac Asimov

Isaac Asimov, em O Ciclo da Fundação, apresenta um império galáctico em declínio, uma premissa que ecoa o enredo político e a sensação de uma civilização à beira do colapso encontrada em Duna. Asimov explora a tentativa de preservar o conhecimento através das eras, um tema que Herbert também toca ao abordar a preservação da cultura Fremen e a importância do spice.

Asimov introduz a ideia de psico-história, uma ciência que combina história, sociologia e estatística para prever o futuro. Essa abordagem científica ao destino e ao livre-arbítrio é paralela à previsão e manipulação genética praticadas pelos Bene Gesserit em Duna. O Ciclo da Fundação irá atrair os leitores que gostaram do intricado jogo de poder e da profunda reflexão sobre o futuro da humanidade em Duna.

3# “Os Despossuídos”, de Ursula K. Le Guin

Em Os Despossuídos, Ursula K. Le Guin nos leva a um estudo de sociedades alternativas através dos olhos de seu protagonista, um físico brilhante que vive em um mundo anarquista e viaja para sua contraparte capitalista. A exploração das dinâmicas sociais e do significado da liberdade encontrada neste livro ressoa com a complexa estrutura social e as tensões políticas de Duna.

Le Guin, semelhante a Herbert, não se esquiva de questões filosóficas e morais. A autora aprofunda-se no que significa agir moralmente em um mundo onde as escolhas são frequentemente ambíguas e as consequências, imprevistas. Os leitores que apreciam a abordagem filosófica de Duna às questões de poder e responsabilidade encontrarão em Os Despossuídos uma leitura igualmente desafiadora e gratificante.

4# “O Livro do Novo Sol”, de Gene Wolfe

O Livro do Novo Sol é uma série que desafia os gêneros, entrelaçando ficção científica e fantasia em um futuro distópico. A narrativa de Gene Wolfe é complexa e repleta de simbolismos, exigindo atenção aos detalhes – uma qualidade que os fãs de Duna certamente admiram. O protagonista Severian, um exilado da guilda dos torturadores, embarca em uma jornada épica, repleta de revelações que desdobram a realidade do mundo ao seu redor.

A maneira como Wolfe tece a mitologia e explora temas como memória, verdade e tempo reflete o cuidado de Herbert com a história e cultura de Arrakis. O Livro do Novo Sol possui uma profundidade que satisfará aqueles que buscam uma experiência literária tão rica quanto a oferecida por Duna.

5# “A Mão Esquerda da Escuridão”, de Ursula K. Le Guin

A Mão Esquerda da Escuridão é outro clássico de Le Guin que merece destaque. Aqui, ela explora a natureza do gênero em um mundo onde os seres humanos não têm sexo fixo, o que traz à tona a discussão sobre a fluidez das relações e identidades – um conceito que se alinha à complexidade das relações em Duna, especialmente com a figura dos Bene Gesserit e suas manipulações genéticas e políticas.

Le Guin tece uma história de intrigas políticas em um planeta gelado, onde um embaixador humano deve navegar entre culturas alienígenas para promover a união galáctica. A política de alianças e traições será familiar aos leitores de Duna, assim como a exploração do que significa ser humano em um contexto vasto e variado.

6# “Um Cântico para Leibowitz”, de Walter M. Miller Jr.

Um Cântico para Leibowitz é uma meditação sobre a natureza cíclica da história, um tema que Herbert também explora em Duna através do repetido surgimento e queda de impérios. Walter M. Miller Jr. oferece uma visão pós-apocalíptica da humanidade, onde a fé e a preservação do conhecimento desempenham papéis centrais. O livro alterna entre diferentes períodos de tempo, mostrando a luta constante da humanidade para não repetir os erros do passado. Os leitores que se deleitaram com os temas de ascensão e queda de civilizações em Duna encontrarão ecos em Um Cântico para Leibowitz.

A história se aprofunda nas questões de redenção e na busca por significado em um mundo devastado, refletindo sobre como a ciência e a religião podem coexistir. O livro é um testamento à resiliência humana, um conceito que Herbert aborda através da saga dos Fremen em Duna.

7# “Neuromancer”, de William Gibson

Embora Neuromancer de William Gibson seja frequentemente associado ao cyberpunk, um subgênero distinto da ficção científica, ele compartilha com Duna a inovação em construir um mundo complexo e detalhado. Neuromancer introduz os leitores ao ciberespaço, um precursor da internet, e a uma sociedade profundamente alterada pela tecnologia.

Os temas de identidade, consciência e a natureza da realidade em Neuromancer são paralelos à exploração de Herbert da consciência humana e do que significa ser humano. A complexidade das corporações e o submundo em Neuromancer podem ser vistos como um reflexo das casas nobres e intrigas em Duna.

8# “O Fim da Eternidade”, de Isaac Asimov

O Fim da Eternidade traz Isaac Asimov lidando com a viagem no tempo e suas consequências, um tema que, embora não diretamente abordado em Duna, compartilha a ideia de vislumbrar e influenciar o futuro. Asimov cria uma organização dedicada a ajustar o curso da história humana, algo que lembra o controle exercido pelo Imperador e pelos Bene Gesserit.

Asimov nos convida a ponderar sobre os dilemas éticos da manipulação do tempo, um debate paralelo às questões de predestinação e escolha encontradas em Duna. A narrativa provocativa e os personagens envolventes de O Fim da Eternidade com certeza capturarão o interesse dos leitores que foram cativados pela complexidade moral e pelas decisões dos personagens de Herbert.

Novos mundos lhe aguardam!

Estes livros são apenas uma amostra do vasto universo da ficção científica que pode satisfazer a sede deixada por Duna. Cada um explora temas que ressoam com as complexidades de Arrakis, seja através de mundos construídos com cuidado, sociedades complexas, jogos de poder intricados ou questionamentos filosóficos profundos.

Embora cada história traga sua própria voz e visão únicas, todas oferecem a mesma riqueza de mundo e de pensamento que fazem de Duna uma obra atemporal. Ao mergulhar nestes livros, prepare-se para ser transportado a novos mundos, desafiar sua percepção e explorar as profundezas da experiência humana.

Erik Wallker
Erik Wallker
É o "viking geek" do El Hombre! Apaixonado por filmes e coleções, viaja em cada frame que é captado por seus olhos no cinema.