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sexta-feira, julho 19, 2024
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O que podemos aprender com Goro Majima, um dos personagens mais populares da franquia Yakuza

Goro Majima, um dos personagens mais icônicos da série de jogos Yakuza, é mais do que um mero antagonista (ou, no caso de Yakuza 0, protagonista) ou um rosto familiar com um tapa-olho.

Com uma personalidade multifacetada e uma história de vida cheia de reviravoltas, Majima nos oferece várias lições importantes, embora às vezes de maneiras inesperadas.

De marginalizado a ícone: A jornada de Majima

Enquanto muitos podem apenas conhecer Majima pelo seu comportamento errático e violento,  asua trajetória é de um homem que enfrentou adversidades e lutou por sua posição no mundo. De sua inicial desonra e exílio da Yakuza até sua subsequente ascensão como o “Cachorro doido de Shimano”, ele nos ensina sobre resiliência, adaptabilidade e a capacidade de reinventar-se diante das circunstâncias.

A dança imprevisível da vida

Seja no Cabaret Club ou nas ruas de Kamurocho, ele se move ao ritmo de sua própria melodia. Essa abordagem de vida nos ensina que, às vezes, é preciso se soltar, aceitar a imprevisibilidade da vida e dançar conforme a música, mesmo que ela mude abruptamente. Inclusive, um dos estilos de luta de Majima em Yakuza 0 é o break-dance!

Rivalidade e fraternidade com Kiryu Kazuma

A relação tumultuada, porém profunda, entre Majima e Kiryu é um dos pilares da série Yakuza. Embora muitas vezes se enfrentem em combates intensos, também compartilham um respeito mútuo e uma compreensão implícita um do outro. Essa dinâmica nos ensina sobre a complexidade das relações humanas e como, por vezes, aqueles que nos desafiam são também os que mais nos compreendem. Vale lembrar que, muitas vezes, samurais inimigos conseguiam demonstrar esse respeito profundo um pelo outro, como mencionamos nesse texto.

A compaixão escondida e o sacrifício por amor

Por trás de sua fachada dura e imprevisível, Majima possui um coração compassivo. Isso fica evidente em sua relação com Makoto Makimura. Mesmo apaixonado por ela, ele reconhece que sua presença na vida de Makoto poderia colocá-la em perigo. Com um coração pesado, ele a deixa ir, demonstrando uma forma suprema de amor e sacrifício. É a mesma coisa que, anos antes, fez com sua ex-esposa, Mirei Park. Esta é uma lição sobre colocar o bem-estar dos outros acima de nossos próprios desejos e paixões.

Nunca subestime o poder de um bom disfarce

Em várias ocasiões, Majima adota disfarces para se misturar ou enganar seus inimigos. Quer seja como zelador, policial ou até mesmo como um simples civil, ele entende a arte de “ser outra pessoa”. Isso nos lembra que, às vezes, precisamos usar diferentes máscaras para navegar em situações complexas e desafiadoras da vida. Veja no nosso texto sobre os ninjas que essa arte do disfarce é também uma tradição milenar japonesa.

Olhar além do tapa-olho

Ao final desta análise, fica claro que Majima é muito mais do que o estereótipo de um mafioso louco. Por trás de sua postura agressiva e do seu icônico tapa-olho, existe uma riqueza de experiências e lições que todos podemos aplicar em nossas vidas. E enquanto nem sempre podemos adotar sua abordagem audaciosa e às vezes imprudente, podemos definitivamente aprender com sua determinação, lealdade e capacidade de se adaptar e prosperar em meio ao caos.

Camila Nogueira Nardelli
Camila Nogueira Nardelli
Leitora ávida, aficcionada por chai latte e por gatos, a socióloga Camila escreve sobre desenvolvimento pessoal aqui no El Hombre.