Quanto tempo leva para criarmos um novo hábito?

Pedro Nogueira
Pedro Nogueira Editor-Chefe

Qualquer pessoa que já tentou adotar um novo hábito em sua vida – tipo fazer academia, ou acordar às 6:00, ou meditar diariamente – sabe que não é nada fácil incorporar esta mudança à sua rotina.

Às vezes temos sucesso durante uma semana. Ou duas. Ou até um mês. E, de repente, falhamos um dia. “Ah, só hoje não tem problema.” Aí também relaxamos no dia seguinte. E, quando nos damos conta, já faz um ano que abandonamos o projeto.

Se você já passou por isso – e provavelmente passou – não precisa se sentir mal. Acontece com todo mundo. Adquirir um novo hábito não é tarefa fácil e requer um esforço tremendo. Com a vida corrida que temos, às vezes é difícil encontrar a disciplina necessária para levar o projeto em frente.

REGRA DOS 66 DIAS

Mas temos uma boa notícia, senhores: existe uma espécie de prazo mágico no qual, se você conseguir repetir a atividade rotineiramente, vai condicionar seu cérebro a praticar o hábito automaticamente, segundo a ciência.

Antigamente, havia uma lenda que bastavam 21 dias para atingir isso. Mas vamos ser honestos? Esse número parece muito fácil, né? O psicólogo Jeremy Dean também achou e, por isso, foi investigar mais a fundo o assunto.

Ele descobriu que para automatizar as escolhas do cérebro e adquirir um novo hábito (ou se livrar de um antigo) leva-se em média 66 dias. Ou seja, em torno de 2 meses. Nada impossível de atingir, não acham?

DIFICULDADE DO HÁBITO

Só que tem uma pegadinha na história. Segundo Dean, que escreveu um livro inteiro sobre o assunto, esse número vai variar de acordo com a dificuldade da atividade. Por exemplo, em sua pesquisa, ele descobriu que beber um copo de água depois de acordar leva em torno de 20 dias para virar um hábito. Já fazer exercício físico? Na casa dos 84 dias.

Claro, o prazo pode variar entre cada pessoa. Mas como se tivermos a força de vontade de repetir algo durante 2 a 3 meses, provavelmente teremos sucesso no objetivo de criar um novo hábito. Como dizia Aristóteles, nós somos o que fazemos. Bora se esforçar para fazer coisas boas, então?

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