Química não se inventa

Você conhece alguém, gosta da pessoa, mas não sai faísca no primeiro encontro. O que fazer? Dar uma segunda chance ou não? Por pura insistência fui perguntar aos amigos e amigas sobre a famosa química. A gente já sabe como ela funciona, mas alguns têm opiniões diferentes. Os otimistas me disseram que tem que dar uma segunda chance. Os realistas dizem que não adianta.

Penso no feromônio, o hormônio que atrai o sexo oposto. Os americanos descobriram por meio de pesquisas que não são somente os animais que fazem suas escolhas instintivamente. Nós, seres supostamente racionais, também escolhemos as pessoas pelo cheiro. É a famosa química.

Quando o hormônio entra em ação, o passo seguinte é a paixão. Ela tem seu lado bom, mas você fica com os pensamentos atrapalhados. E mais uma vez a ciência entra para explicar que você se sente como um drogado. Porque você perde todo o senso de onde e porque está indo naquela direção. As sinapses dentro do cérebro ficam prejudicadas. As emoções vêm e vão embora com a mesma rapidez. Fica mesmo difícil pensar quando você não sabe para onde está indo.

Com a paixão, você não consegue pensar em mais nada. Tenta reagir, usar com o cérebro, mas não dá. E como dizia o Dr. House do seriado: “se as emoções nos fazem agir racionalmente não podem ser consideradas emoções, certo?”

Então, um belo dia você acorda e pensa: é oficial, a paixão chegou, está batendo à sua porta. Sem preparos de avisar e sem lógica alguma. Planejar se apaixonar é algo que não existe. Planejar demais também mata toda a mágica das coisas que deveriam acontecer naturalmente.

Química a gente não inventa, tenta ou faz acontecer. Chego à conclusão de que ela acontece quando alguém encosta em seu braço e coloca fogo na sua mente.