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terça-feira, junho 18, 2024
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11 frases de F. Scott Fitzgerald que você precisa ler ao menos uma vez

F. Scott Fitzgerald, com sua prosa elegante e perspicaz, deixou um legado literário que transcende gerações.

As reflexões do autor sobre a vida, o amor e a sociedade permanecem atemporais, oferecendo à primeira vista janelas para a alma humana. Neste artigo, exploramos 11 de suas frases mais memoráveis, cada uma delas revelando camadas profundas de sabedoria e insight.

Escritores me atraem, mas eu os subestimo. Não são gente. Ou então são um monte de pessoas tentando ser uma única. São como atores, tentando pateticamente não se olhar nos espelhos mas incapazes de resistir uma olhadela furtiva em seus reflexos nos candelabros. (O Último Magnata)

Fitzgerald desvenda a complexidade e a contradição dos escritores com uma precisão cirúrgica. Ele sugere que os escritores, em sua essência, lutam com sua identidade, constantemente balançando entre a autenticidade e a performance. Isso do mesmo modo que os atores. Essa metáfora do espelho não apenas reflete a vaidade, mas também espelha a busca incessante por reconhecimento, lutando para encontrar a verdade dentro de si mesmo sob o olhar do mundo.

Quando tiver vontade de criticar alguém, lembre-se que ninguém teve exatamente as mesmas oportunidades que você. (O Grande Gatsby)

Aqui, Fitzgerald nos convida a praticar a empatia e a compreensão, e ao mesmo tempo reconhecer a singularidade de cada jornada de vida. Ao nos lembrar das diferentes oportunidades e obstáculos que cada pessoa enfrenta, ele nos encoraja a suspender o julgamento e a considerar as nuances da experiência humana. Esta frase ressoa com a necessidade de compaixão e a compreensão de que nossas perspectivas são moldadas por nossas próprias experiências.

Ontem fomos iludidos, mas não importa: amanhã correremos os nossos braços mais além… E em uma bela manhã… E assim avançamos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado. (O Grande Gatsby)

Fitzgerald captura a essência da experiência humana como uma luta constante contra as correntes do tempo e do destino. Esta imagem poderosa dos botes contra a corrente simboliza nossa tentativa de avançar, perseguindo sonhos e objetivos, enquanto somos, nesse ínterim, inevitavelmente puxados de volta às nossas origens e ao passado. É um lembrete da tenacidade humana e da beleza trágica da esperança.

Há todas as espécies de amor neste mundo, exceto o mesmo amor duas vezes. (A Coisa Sensata)

Nesta frase, Fitzgerald toca, analogamente, na natureza efêmera e única do amor. Cada encontro amoroso é distinto, cada paixão jamais se repete. Ele nos lembra de valorizar a singularidade de cada experiência amorosa, pois o amor, em sua infinita diversidade, nunca se manifesta da mesma forma duas vezes.

A felicidade da juventude, assim como sua insuficiência, é a de que ela jamais pode viver no presente. Precisa estar sempre comparando aquele dia com o seu próprio futuro, imaginando de maneira radiante – flores e ouro, garotas e estrelas, são apenas prefigurações ou profecias daquele sonho jovem, incomparável e inatingível. (O Diamante do Tamanho do Ritz)

Fitzgerald reflete sobre a tendência da juventude de viver no futuro, alimentada igualmente por sonhos e aspirações. Ele sugere que essa constante projeção para o futuro é tanto uma fonte de felicidade quanto de insuficiência, pois impede os jovens de apreciar plenamente o presente. A juventude é retratada como um tempo de esperança e sonhos, mas também de uma certa melancolia pela incapacidade de se ancorar no agora.

Paris é a única cidade grande em que uma pessoa civilizada consegue respirar. (Rags Martin-Jones e o Pr-ncipe de G-les)

Com esta afirmação, Fitzgerald expressa seu amor e admiração por Paris, um refúgio para os artistas e intelectuais de sua época. Paris é vista, sob o mesmo ponto de vista, não apenas como uma cidade, mas como um símbolo de liberdade, criatividade e civilização. É um lembrete do poder dos lugares em inspirar e transformar.

É melhor usar o vestido certo três vezes do que alterná-lo com dois vestidos horrorosos. (Bernice Corta o Cabelo)

Aqui, Fitzgerald aborda, em síntese, a ideia de qualidade versus quantidade. Esse princípio se aplica não apenas à moda, mas também à vida em geral. Ele valoriza a autenticidade e a excelência, incentivando-nos a escolher o que é verdadeiramente valioso, mesmo que isso signifique ir contra a corrente do consumo e da novidade.

Todos somos aves raras, e mais raras ainda no que se passa por trás dos rostos e vozes, naquilo que escondemos dos outros e que nem nós mesmos conhecemos. Quando ouço um homem dizer que é ‘um sujeito comum, honesto e franco’, já sei que ele tem alguma terrível perversão a esconder. ( O Menino Rico)

Fitzgerald nos lembra da complexidade da natureza humana, sugerindo que cada indivíduo a princípio carrega dentro de si mistérios e profundezas insondáveis. Ele desafia a noção de normalidade e nos convida a explorar o que se esconde sob a superfície das aparências.

A luta, em si, tem um valor que supera a vitória ou a derrota. (Na Sua Idade)

Esta frase ressalta, sobretudo, a importância do processo em relação ao resultado. Fitzgerald valoriza a jornada, a perseverança e o esforço, independentemente do desfecho. É um chamado à ação e à coragem de enfrentar os desafios da vida.

Às vezes é mais difícil a uma pessoa privar-se de uma dor do que de uma alegria. (Suave é a Noite)

Fitzgerald toca na complexidade das emoções humanas, reconhecendo que, às vezes, nos apegamos à dor com a mesma intensidade, ou até maior, que à alegria. Esta reflexão nos convida a examinar as maneiras pelas quais a dor pode se tornar uma parte integrante de nossa identidade, do mesmo modo que a felicidade.

Eu sou somente um conjunto de diferentes personalidades simples. (Suave é a Noite)

Nesta última frase, Fitzgerald expressa uma visão de si mesmo, sugerindo que múltiplas facetas compõem a identidade, cada uma contribuindo para a totalidade do ser. Ele encoraja a reconhecer e aceitar nossa multiplicidade interna, composta por várias camadas e dimensões.

Cada uma dessas frases de F. Scott Fitzgerald nos convida a refletir sobre aspectos fundamentais da condição humana, oferecendo insights valiosos sobre a vida, o amor e a busca por significado. Seu legado literário continua a inspirar e a desafiar, provando que suas palavras têm o poder de tocar corações e mentes, geração após geração.

Camila Nogueira Nardelli
Camila Nogueira Nardelli
Leitora ávida, aficcionada por chai latte e por gatos, a socióloga Camila escreve sobre desenvolvimento pessoal aqui no El Hombre.