Outro dia fui até o Posto Ipiranga perguntar onde está o ctrl+z da vida real, mas ninguém soube me responder. Estava realmente necessitado dessa função — e não foi a primeira vez.

Em diversas ocasiões já me peguei procurando instintivamente pelo ctrz+z fora do mundo virtual, numa eperança imatura de desfazer um equívoco, assim, sem grandes preoupações, sem grandes responsabilidades.

Mas nunca achei.

Depois desse impulso cibernético, vem o choque de realidade de que, ops, não vai dar para desfazer.

Mas, céus, se Lance Miller e John Thomas, humanos, mortais como eu e você, desenvolveram o crtl+z, porque raios Deus não teve a mesma ideia? É muita falta de criatividade.

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Bem, na ausência do comando, temos que apelar para o que está ao nosso alcance. Se não rola um ctrl+z dá para rolar um ctrl+alt+del.

Deu ruim? Cara, aplica um crtl+alt+del. Abra o gerenciador de tarefas da sua vida e o analise para encontrar o software que não está respondendo. Se preciso, finalize o programa.

É o que está ao nosso alcance. E, no fundo mesmo — chateado por ter que admitir — é o justo. Sim, nada mais justo do que ter que olhar para o seu sistema e identificar o que está gerando instabilidade no funcionamento da sua máquina.

Se está rolando um pau, é porque você não foi cuidadoso na hora de instalar algum programa. Não se preveniu com algum sistema de segurança que lhe alertasse de possíveis perigos na hora de introduzir algum software suspeito.

Lembra quando te ensinaram que você precisa ser melhor do que os outros? Você, por um acaso, avaliou o programa antes de hospedá-lo no seu processador? Você passou por algum tipo de escaneamento a ideia da padronização social?

Sim, verdade que quando tomamos controle de nosso computador ele já vem com vários programas instalados. É o básico. Os softwares variam conforme a procedência contextual do nosso hardware. E isso está além de nossa vontade.

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Mas chega um momento que precisa acontecer uma grande avaliação do sistema. É quando verifica-se pasta por pasta o que temos instalado e começamos a limpa. Faz-se um back-up de tudo o que é importante e, bang!, estamos prontos para a formatação.

A partir daí, caro internauta, o pc é seu! E você vai precisar aprender a mexer nele. Vai ter que estudar profundamente seu sistema para reconhecer alguma ameaça malware quando aparecer. Muita coisa vai rolar na tela do seu computador sem você permitir — mas os downloads é por sua conta.

Se você sair clicando em qualquer propaganda pop-up que abrir na vida não dá para reclamar das consequências. Possivelmente precisará de outra formatação em breve tempo. Uma tutela displiscente expõe o seu sistema às habilidades de hackers maliciosos, que podem assumir controle das funções.

É isso o que você quer, perder o controle do seu computador?

Infelizmente não existe ctrl+z na vida real — mas, relaxa, não há o que temer: um bom programador resolve qualquer cagada.

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