Fedora, Panamá e companhia: um guia dos chapéus masculinos

Houve um tempo em que o chapéu era um acessório inseparável dos homens. Pode reparar nas fotos antigas. Até a década de 1940, quase ninguém saia de casa sem levar um chapéu.

Mas a partir dos anos 1950, seu uso foi diminuindo cada vez mais. E, hoje em dia, são raros os homens que usam.

Vários fatores contribuíram para isso acontecer. Em primeiro lugar, houve a popularização dos automóveis. Se antes o chapéu era importante para proteger a nossa cabeça fora de casa, neste momento ele deixou de ser.

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Além disso, muitos homens que voltaram da II Guerra Mundial acreditavam que o chapéu os fazia lembrar do seu uniforme — uma memória nada boa, né?

E, por fim, os penteados mais ousados viraram sinônimo de rebeldia e estilo. Pense no topete do Elvis ou na franja dos Beatles. Como exibir a cabeleira com um chapéu por cima?

Acontece que nos últimos anos o chapéu sofreu um revival no coração dos homens. Claro que a sua popularidade não é uma fração da que ele tinha antigamente. Mas sempre aparece um cara ou outro de chapéu na timeline do Instagram.

Se você tem vontade de se arriscar nessa tendência, mas não sabe por onde começar, preparemos um guia com os principais modelos de chapéu e dicas de como usá-los. Dá só uma olhada:

CHAPÉU FEDORA

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O Fedora é um dos modelos mais clássicos da chapelaria masculina. Ele fez história na cabeça de homens como Al Capone e Frank Sinatra e personagens tipo Indiana Jones e Don Draper.

Tradicionalmente, o Fedora tem característica formal, para ser usado com terno. Tipo um gângster da Lei Seca. Mas hoje em dia muitos homens gostam de adotá-lo em looks casuais, o que também fica legal.

O Fedora costuma ser feito de feltro, apesar de hoje existirem opções em outros tecidos; sua aba é média e maleável, podendo ser ajustada para cima ou baixo; e ele é “aprofundado” na frente de ambos lados, como se alguém tivesse dado um beliscão nele.

CHAPÉU PANAMÁ

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Não se engane. Apesar do nome, o famoso chapéu Panamá nasceu no Equador. Ele recebeu o apelido quando o presidente americano Theodore Roosevelt fez uma visita ao Canal do Panamá, em 1906, usando o modelo.

Associado ao clima tropical, ele lembra o chapéu Fedora em seu formato, mas é feito de palha e indicado para o uso no calor.

CHAPÉU TRILBY

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O chapéu Trilby é praticamente uma variação do Fedora com as abas mais curtas. Ele costuma ser usado com a parte frontal da aba inclinada para baixo e a de trás para cima.

CHAPÉU PORK PIE

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O Pork Pie possui o topo reto — ou “coroa”, na terminologia chapeleira — e costuma ter abas curtas com as extremidades levemente voltadas para cima. Nos últimos anos, ele ganhou fama ao ser usado por Walter White em “Breaking Bad”.

Uma curiosidade? Seu nome é uma homenagem a  uma torta de carne inglesa homônima, porque os dois têm formato parecido.

CHAPÉU HOMBURG

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Apesar da similaridade com o Fedora, o chapéu Homburg tem certas características diferentes: a aba é mais curta, com as pontas ligeiramente apontado para cima, e ele não tem aquele aprofundamento frontal. Uma de suas aparições mais famosas é quando Michael Corleone (Al Pacino) o usou em “O Poderoso Chefão”.

CHAPÉU COCO

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Lembra o chapéu do Charles Chaplin? Aquele com as abas pequenas e coroa arredondada? Ele é conhecido como chapéu Coco no Brasil, Bowler na Inglaterra e Derby nos Estados Unidos.

CHAPÉU BOATER

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Finalizando a nossa lista temos o chapéu Boater. Assim como o Panamá, ele é feito de palha e indicado para o uso no verão, mas traz uma construção mais firme.

Sua aba é curta, a coroa é reta e a fita costuma ser azul e vermelha, criando um estilo náutico. Na cultura pop, ele está relacionado aos barbershop quartets.

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