fbpx
sábado, maio 25, 2024
InícioEntretenimentoCuriosidadesVikings: como era um dia na vida dos grandes guerreiros e navegadores nórdicos

Vikings: como era um dia na vida dos grandes guerreiros e navegadores nórdicos

Os vikings carregam uma fama enraizada em lendas e mitos, repletos de histórias de guerreiros e navegadores audazes. Embora haja verdades nestas narrativas, vale a pena explorar o cotidiano dessas figuras históricas fascinantes, indo um pouco mais além da imagem de guerreiro para vislumbrar os aspectos mais comuns da vida viking.

Este artigo mergulhará na vida diária histórica dos vikings, revelando fatos que desenham um quadro mais detalhado. Seja você um estudante pesquisando sobre a vida diária dos vikings ou um adulto cativado por esses seres intrigantes, te garantimos uma jornada empolgante.

ENTENDENDO A VIDA VIKING

Vamos começar com o básico.

“Viking” refere-se aos exploradores, comerciantes e guerreiros nórdicos da Escandinávia (atuais Dinamarca, Noruega e Suécia), entre 800 e 1050 d.C., na chamada Era Viking. “Viking” vem de “víkingr”, do nórdico antigo, indicando um homem do “vík”, ou seja, baía ou enseada. Isso denotava um navegador ou explorador, evidenciando a importância das viagens marítimas.

A sociedade viking era agrícola, com pessoas vivendo em pequenas comunidades rurais. Cultivavam cevada, aveia, centeio e criavam animais como gado, ovelhas e porcos. Apesar da fama de saqueadores implacáveis, muitos eram agricultores. Moravam em construções longas e estreitas com uma lareira central.

VIKINGS: A VIDA E A LENDA

As lendas os retratam como guerreiros ferozes; de fato, a guerra era central para eles. Eram combatentes habilidosos e também comerciantes, exploradores e colonizadores que marcaram culturas e economias por onde passaram.

Destaca-se a proeza exploratória viking. Eles foram dos primeiros europeus a chegar à América do Norte, quase 500 anos antes de Cristóvão Colombo. Leif Erikson, filho de Erik, o Vermelho, descobriu “Vinland”, hoje Newfoundland, Canadá.

O COTIDIANO DENTRO DA COMUNIDADE

Um dia típico começava ao nascer do sol. Seguiam os ritmos das estações e da luz do dia. Homens dedicavam-se à agricultura, pesca, construção e artesanato, enquanto mulheres cuidavam do lar, cozinhavam, limpavam e teciam. Também as crianças tinham suas tarefas. Sem escolas formais, aprendiam habilidades essenciais com os pais.

RELIGIÃO NA VIDA VIKING

A religião desempenhava um papel significativo, venerando vários deuses. Primeiramente, Odin, deus da sabedoria e guerra; em seguida, Thor, deus do trovão; e, finalmente, Freyja, deusa do amor, figuravam entre os mais reverenciados. Além disso, cerimônias e sacrifícios de animais e humanos eram práticas comuns.

ESTILO DE VIDA E CULTURA

O estilo de vida e cultura eram interconectados, refletindo ambiente e valores sociais. Agricultores primariamente, a comunidade era o centro da vida doméstica, um local de interações familiares e sociais.

Além de agricultores, eram artesãos, comerciantes e, inegavelmente, guerreiros formidáveis. Seus navios facilitavam a exploração e o comércio. A sociedade era estratificada, mas permitia uma espécie de mobilidade ascendente. A cultura valorizava coragem, lealdade e sabedoria, ideais personificados em seu panteão de deuses.

As crianças eram cedo introduzidas às responsabilidades sociais, com tradições culturais passadas oralmente através de sagas e eddas poéticas.

O QUÃO DIFÍCIL ERA A VIDA PARA OS VIKINGS

A vida era desafiadora. Os vikings habitavam terras escandinavas ásperas, com seus invernos longos e rigorosos. A agricultura, central para a sobrevivência, exigia trabalho intenso. Além disso, enfrentavam constantes ameaças de conflitos.

As mulheres, além das dificuldades do parto, eram responsáveis por inúmeras tarefas domésticas, essenciais para a sobrevivência e conforto da família.

Apesar das adversidades, os vikings eram engenhosos e resilientes. Habilidosos construtores, navegadores e comerciantes, prosperaram nessas condições exigentes através de adaptabilidade e tenacidade.

O FIM DA ERA VIKING

O fim da Era Viking é marcado pela invasão mal-sucedida da Inglaterra em 1066 d.C. por Rei Harald III da Noruega. Esse não foi um fim abrupto, e sim uma mescla gradual da cultura viking com as cristãs dos territórios colonizados. A conversão ao cristianismo no final do século X foi um ponto de virada, influenciando a vida, leis e normas vikings.

Outro elemento para o fim da Era Viking foi a formação de reinos centralizados na Escandinávia. Com sistemas políticos mais estruturados, o estilo de vida viking, focado em incursões e exploração independente, tornou-se insustentável.

LEGADO DOS VIKINGS

Apesar de sua era ter terminado há mais de mil anos, a influência viking permanece evidente. Deixaram marcas indeléveis nas regiões exploradas e colonizadas, trazendo sua língua, cultura e tecnologias. Por exemplo, muitas palavras inglesas têm raízes no antigo nórdico. Os vikings também estabeleceram rotas comerciais importantes, introduziram novas técnicas de construção naval e deixaram para a posteridade artefatos fascinantes.

As sagas e mitos passados continuam a nos cativar, encontrando caminho em livros, filmes e séries. Essas histórias, repletas de deuses, heróis e criaturas míticas, oferecem vislumbres da visão de mundo viking e sua interpretação da vida e morte.

CONCLUSÃO

A vida viking era moldada pelo ambiente natural, normas sociais, crenças e a busca por exploração e conquista. Desde suas rotinas diárias até práticas religiosas, a vida e lenda viking são ricas e multifacetadas, oferecendo muito mais do que a imagem estereotipada do guerreiro com capacete com chifres.

Sua resiliência, adaptabilidade e espírito exploratório ecoam através dos séculos, lembrando-nos de uma época em que o mundo estava aberto à exploração e os horizontes pareciam ilimitados.

Fonte: Viking Style

Camila Nogueira Nardelli
Camila Nogueira Nardelli
Leitora ávida, aficcionada por chai latte e por gatos, a socióloga Camila escreve sobre desenvolvimento pessoal aqui no El Hombre.