Pai Rico, Pai Pobre // Livros que valem a leitura #1

Senhores, hoje é dia de estrear uma nova sessão aqui no El Hombre: sugestões de livros!

A ideia é compartilhar autores que podem nos ajudar a virar homens melhores e mais sábios em diferentes aspectos da vida.

Se você ainda não tem o hábito de ler com frequência, sugiro dar uma olhada em dois textos que já publicamos aqui no site. Um deles explica os benefícios da leitura, o outro dá dicas práticas para adotar o hábito:

Eu decidi estrear essa sessão com “Pai Rico, Pai Pobre”, um clássico das finanças pessoais, porque foi um livro que terminei de ler na última semana e achei a mensagem muito enriquecedora.

Escrito há 20 anos, ele já foi traduzido para mais de 50 línguas e teve 40 milhões de cópias vendidas mundialmente. Ou seja, é um sucesso absurdo.

O autor Robert Kiyosaki conta, ao longo do livro, as lições que aprendeu com o “pai pobre”, seu pai biológico; e o “pai rico”, que era pai do seu melhor amigo e foi uma espécie de mentor para ele.

O “pai pobre” era um funcionário do governo com bom salário, mas tinha grandes dificuldades em administrar suas finanças pessoais. Por isso vivia apertado de grana. Enquanto isso o “pai rico” era um empreendedor que começou do zero e montou um império, especialmente por sua habilidade em lidar com dinheiro.

ATIVOS VS PASSIVOS: VOCÊ SABE A DIFERENÇA?

Para mim, a grande lição do livro é a explicação prática sobre a diferença entre ser rico ou pobre, apoiada na questão de ter passivos vs ativos. Tentarei resumir:

  • ATIVO: Tudo que põe dinheiro no seu bolso. Por exemplo, investimento no banco; ações de uma empresa; imóvel que rende aluguel; etc.
  • PASSIVO: Tudo que tira dinheiro do seu bolso. Como um carro de luxo; um financiamento de imóvel caro; etc.

O raciocínio é simples. Vamos pegar o exemplo de um rapaz que, depois de uma promoção no emprego, comprou um carro de R$ 100 mil e entrou num financiamento de uma casa de R$ 500 mil.

Ele vai ter um gasto mensal altíssimo apenas para manter o carro luxuoso (IPVA, seguro e manutenção); e pagar as parcelas do imóvel, que acabará saindo muito mais caro do que o preço original, devido aos altos juros cobrados pelo banco.

Conclusão? Essa pessoa viverá em medo constante de ser demitido, porque suas finanças operam no limite da renda. Ou, se ele tem uma empresa, o pavor será de uma crise atingi-la.

Daqui 5 ou 10 anos, digamos, o valor do carro terá despencado por causa da desvalorização, mas ele continuará tendo os gastos substanciais de IPVA, seguro e manutenção. Além disso, o imóvel provavelmente ainda estará devorando uma boa parcela de sua renda, pois esses financiamentos costumam ser bem longos.

Em vez de usar seu salário alto e bônus para construir ativos, ele colecionou passivos. Se tiver qualquer problema no trabalho, ele se encontrará em pouco tempo endividado devido ao lifestyle não-sustentável que criou.

UM CAMINHO MELHOR

Agora pensemos em seu colega que fez o caminho contrário. Ao ser promovido – ou num momento de boom da sua própria empresa – continuou com um carro mediano e vivendo de aluguel num imóvel mais barato.

A grana sobressalente? Ele investiu no banco. Depois do mesmo período de 5 ou 10 anos, ele terá acumulado um patrimônio que virou um grande ativo, pois traz rendimentos mensais a ele.

Agora, sim, ele pode comprar um carro mais caro – pois poderá custear as despesas mensais com os rendimentos financeiros – e se quiser comprar um imóvel melhor, tem a possibilidade de fazê-lo à vista. Assim fugirá dos juros abusivos dos financiamentos e terá uma posição mais forte na negociação para conseguir um bom desconto.

Conclusão? Devido ao planejamento e paciência, ele pôde criar um lifestyle sustentável, porque aproveitou sua fase de bonança para construir ativos. Agora ele tem um futuro tranquilo pela frente, uma vez que conquistou a independência financeira.

Uma eventual demissão do trabalho (ou crise na empresa) não vai tirar seu sono, pois ele se preparou para uma eventualidade dessas. Seu colega, por outro lado, continuará vivendo sempre sob a corda bamba, pois só pensou no presente e não se preparou para o futuro.

Essa pequena história mostra por que rico é aquela pessoa que conquista a independência financeira, não quem vive no luxo.

Por isso recomendo a todo mundo ler “Pai Rico, Pai Pobre”, que traz outras lições além desta que citei acima. Esse foi um livro que abriu a minha mente em relação a finanças pessoais e, tenho certeza, vai abrir a sua também.

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