A musculação passou a ser algo muito divulgado e praticado já há algum tempo. E isso é muito bom. No entanto, junto com os benefícios caminham alguns problemas – como erros básicos que se multiplicam por conta da falta de conhecimento e orientação.

É sobre 3 erros específicos que passam desapercebidos e que geralmente têm origem em um aprendizado incorreto do movimento que vou falar hoje. Essas execuções mal realizadas precisam ser corrigidas o mais rapidamente possível para não prejudicar o treino.

DISTRIBUIÇÃO DA CARGA

Nas academias, às vezes vejo pessoas realizando exercícios bilaterais inadequadamente (exercícios bilaterais são aqueles em que os dois lados do corpo realizam o movimento ao mesmo tempo). E isso é um problema importante. Acontece basicamente por conta de duas questões.

– Posicionamento inadequado: a forma como você se posiciona para fazer o exercício é essencial para a eficiência do treino e para a sua saúde. Quando se realiza um movimento com barra, por exemplo, as mãos precisam se posicionar no objeto de forma a distribuir igualmente a carga entre os braços. Se isso não acontece seu movimento será prejudicado em algum dos lados.

– Desequilíbrio do próprio corpo: quando a pessoa possui algum tipo de desequilíbrio lateral no próprio organismo a distribuição da carga também pode ser afetada. Isso acontece, por exemplo, em quem tem as musculaturas desequilíbradas – ou seja, é muito mais forte de um lado do que de outro. Se essa pessoa não prestar atenção, carregará mais carga do lado mais forte e mesmo a amplitude do movimento será influenciada (o que nos leva ao nosso próximo item).

Para corrigir esse problema é preciso analisar em qual exercício isso acontece e identificar qual é o fator limitante.

AMPLITUDE

Esse é o erro mais comum de todos. Qual a real amplitude necessária em cada movimento? A resposta correta é: o máximo dentro dos limites saudáveis do exercício.

Isso significa que você deve procurar enfatizar o movimento completo, mas sem ultrapassar a amplitude natural do exercício. Há quem exagere nessa questão, realizando o movimento para além do que é necessário, por achar que está aumentando o estímulo. Mas, na verdade, isso acaba transferindo o estresse para outras musculaturas, forçando mais as articulações .

Por exemplo, elevar o braço até a altura da cabeça numa elevação frontal é desnecessário e até mesmo prejudicial. A amplitude não precisa se estender até aí e agir assim ão oferece mais estímulo ao ombro.

EXECUÇÃO

Um movimento, idealmente, tem ambas as fases (inicial e final) ocorrendo de maneira “igual”: na mesma direção, mas em sentidos opostos.

Isso, apesar de parecer básico, é ignorado por muitos ou realizado de maneira incorreta por descuido.

É possível quebrar essa regra para levantar mais carga – mas, ao fazer isso, tira-se o estímulo do músculo alvo. Ou seja, pensando em hipertrofia temos um péssimo custo x benefício.

Outro fator que pode prejudicar a execução dos exercícios é o cansaço. Com movimentos que têm característica isoladora, a fadiga pode modificar o padrão do exercício, às vezes até configurando um movimento diferente dependendo das mudanças realizadas.

Por exemplo, num crucifixo inverso com halteres é comum começar a dobrar os cotovelos quando o cansaço chega. Se isso fica muito intenso, passa-se a fazer, em vez do crucifixo, uma remada aberta. É preciso prestar atenção nisso, pois nesse caso outros músculos serão trabalhados, o que atrapalhará o planejamento.

Lembre-se desses 3 pontos no seu próximo treinamento e avalie se você está escorregando em algum deles. Se sim, modifique rapidamente esse padrão.