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Você é um workaholic ou um worklover?

Pedro Nogueira
Pedro Nogueira Editor-Chefe

Alex Ferguson é um cara que dispensa apresentações. Ao longo de 27 anos como técnico do Manchester United, ele ganhou nada menos do que 38 títulos, incluindo 2 troféus da Champions League e 13 da Premier League, considerada a liga mais disputada da Europa.

Somando os 11 títulos que conquistou no clube escocês Aberdeen, esse número faz dele o técnico mais vitorioso da história do futebol britânico. Não é uma surpresa, portanto, que a rainha Elizabeth II tenha decidido dar a ele o título de “Sir” por seus serviços prestados ao esporte nacional.

Decidi falar sobre Fergie porque estou lendo um excelente livro dele. Chama-se “Liderança”, no qual ele revela os segredos por trás de sua incrivelmente vitoriosa carreira. Um dos trechos que mais me chamaram a atenção foi o seguinte:

Até hoje não encontrei ninguém que tenha tido um grande sucesso sem se desligar das exigências dos outros ou abrir mão de passatempos.

É uma declaração provocadora vinda de um homem que trabalhava de 12 a 14 horas por dia para buscar o nível de excelência que achava necessário para ter sucesso em campo.

As histórias dos grandes empreendedores, líderes, atletas e executivos costumam ter esse ponto em comum: jornadas extensas, muito esforço e um alto grau de disciplina.

Existe uma diferença de motivação, no entanto, entre alguns profissionais. Há aqueles que são workaholics e os que são worklovers. Eles se distinguem por estes fatores que foram enumerados pelo jornal “Zero Hora”:

WORKAHOLIC

  • Obsessivo, competitivo e desorganizado
  • A remuneração vale mais do que o prazer
  • O trabalho é pesado com uma boa dose de obrigação
  • Pouco relacionamento e vida social
  • Alto nível de estresse
  • Não comemora as vitórias, as considera sua obrigação
  • A pessoa foge da vida dela pelo trabalho

WORKLOVER

  • Trabalha por paixão e tem maior produtividade
  • A remuneração não é o mais importante
  • Trabalha com bom humor e alegria
  • Comemora e compartilha os bons momentos e as conquistas
  • Tem rede de relacionamentos e vida social
  • O estresse é moderado

Deu para notar a diferença? Um trabalha com afinco pela pressão externa, o outro por sua motivação interna.

Getty Images

O fato é que dá, sim, para combinar longas jornadas de trabalho com satisfação social, mantendo um equilíbrio saudável entre a vida profissional e pessoal. O segredo para isso é encontrar significado e prazer no seu trabalho.

Enquanto o workaholic sente que é um escravo do trabalho. o worklover tem a sensação de ser dono do seu tempo e das suas escolhas, por isso costuma valorizar a flexibilidade de horários em seu cargo.

Se você não tem certeza em qual categoria se enquadra, o coach José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching, tem duas perguntas que vão ajudá-lo a descobrir:

Depois de um dia de trabalho, você se sente consumido por suas tarefas profissionais ou se sente realizado com suas realizações? Você considera seu trabalho estressante ou muito produtivo?

Dependendo das respostas, fica fácil identificar se você é um workaholic ou worklover. Isso sem contar, claro, a possibilidade de você dizer “não” a ambas perguntas, o que significa que é um profissional comum, sem “sangue nos olhos”, como dizem por aí, e precisa mudar de atitude caso queira se destacar na carreira.

E caso você seja um workaholic, como fazer para virar um worklover? O primeiro passo é refletir sobre o seu trabalho atual:

  • Você se sente realizado ou não com ele?
  • O que te incomoda ou traz prazer em suas funções diárias?
  • Você está na área em que queria estar?
  • Os seus projetos estão progredindo dentro da empresa?
  • Você sente que está aprendendo e se desenvolvendo como profissional?
  • O que gostaria de mudar no trabalho?

Feita essa reflexão, existem três alternativas: (1) aprender a gostar do que faz; (2) conversar com seu superior para reorganizar suas atribuições profissionais, criando desafios e objetivos mais motivadores para você; ou (3) buscar novas oportunidades em outra empresa.

Além disso, é indispensável reservar tempo para hobbies e atividades fora do escritório que te trazem satisfação pessoal. E em hipótese alguma fique privado de sono, porque isso destrói os ânimos de qualquer ser humano, por mais determinado que ele seja.

E aí, bora rever a sua relação com o trabalho?

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