NoFap: 4 razões para parar de ver pornografia

Diz uma velha piada que 98% dos homens se masturbam e os outros 2% estão mentindo. Brincadeiras à parte, esse é um hábito que, praticado com moderação, não traz um grande problema para a nossa vida.

Acontece que com o surgimento da internet e a popularização dos smartphones, o acesso à pornografia foi ficando cada vez mais fácil. O PornHub, por exemplo, teve mais de 33 bilhões de acessos (com “b” mesmo) em 2018.

Esse cenário levou muitas pessoas a se viciarem em pornô — e como resposta a isso, surgiu um movimento chamado NoFap, que defende a abstinência deste tipo de conteúdo.

O vício em pornografia é um assunto sério. E não estamos dizendo isso por moralismo, mas porque traz uma série de malefícios à vida sexual da pessoa, por exemplo:

1# PROBLEMAS EM MANTER EREÇÃO: Assim como o organismo de um alcoólatra vai aumentando a sua tolerância com a bebida, no caso da pornografia é igual. O usuário de pornografia às vezes vai precisando de conteúdos cada vez mais exagerados para se sentir estimulado. E, quando vai fazer sexo, por mais que esteja com vontade, seu corpo às vezes não corresponde e ele acaba broxando.

2# DIMINUIÇÃO NA SENSIBILIDADE DO PÊNIS: Na masturbação, temos o controle da firmeza com a qual seguramos o pênis. Em geral, ele fica mais apertado do que durante o sexo, por isso pode haver uma diminuição em sua sensibilidade ao transar.

3# DIFICULDADE EM GOZAR: Na masturbação controlamos também a velocidade do estímulo. Quando você se acostuma a gozar em alta velocidade, pode encontrar dificuldades em atingir o clímax no sexo comum, que é mais cadenciado.

4# PROPENSÃO A EJACULAR RÁPIDO DEMAIS: Às vezes o que acontece é exatamente o contrário ao que falamos no item anterior. Na masturbação, alguns homens se concentram em gozar o mais rápido possível e, quando estão com uma parceira física, não conseguem segurar, tendo um episódio de ejaculação precoce.

Como vocês podem ver, o negócio é sério. Esse consumo obsessivo de pornografia é um dos principais fatores que levaram a incidência de disfunção erétil aumentar drasticamente entre os jovens. Ao esperar que o sexo da vida normal seja igual ao de um filme erótico, muitas rapazes acabam falhando na Hora H pela falta de libido.

SERÁ QUE ESTOU VICIADO?

Como saber, então, se você está viciado em pornô? Não existe uma definição clínica, mas há alguns sinais que ajudam a identificar:

  • Eu não consigo resistir ao impulso de ver pornografia
  • Eu não consigo me masturbar sem o auxílio da pornografia
  • Eu gasto mais tempo em pornografia do que eu gostaria
  • Eu já tentei parar de ver pornografia, ou ver menos, mas não consegui
  • Eu costuma ter problemas de ereção ou ejaculação com mulheres reais
  • Eu prefiro me masturbar do que fazer sexo
  • Eu continuo consumindo pornografia mesmo sabendo dos efeitos colaterais
  • Eu às vezes deixo de fazer atividades sociais para ficar vendo pornografia
  • Eu me sinto ansioso quando não tenho acesso a pornografia

Caso você se identifique com algumas dessas afirmações, é possível que esteja com algum grau de vício. Mas não se desespere, porque há solução. Lembra o movimento NoFap que comentamos no começo do texto? Trata-se de uma comunidade online, com fórum, na qual as pessoas viciadas em pornografia trocam dicas — e oferecem apoio emocional — para superar a obsessão.

Ao contrário do que algumas pessoas imaginam, o NoFap não incentiva os homens a pararem de ser masturbar completamente, mas sim a fazê-lo sem o auxílio de pornografia.

A sugestão dos criadores do programa é ficar em 90 dias de abstinência total, incluindo sexo, para fazer uma espécie de “reboot” nos hábitos sexuais. Depois disso você pode voltar a transar e se masturbar, mas de preferência eliminando a pornografia da rotina, para não recair no vício.

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